Surpresas da vida…

Eu tenho algumas (muitas) dificuldades. Acredito que você também tenha as suas. Provavelmente, eu vou achar as suas muito simples e você também achará engraçado que eu me atrapalhe com tamanhas bobagens. Assim é a vida.

Mas, voltando às minhas dificuldades, uma delas é conseguir sair da cama numa hora razoável no domingo, se eu não tiver um compromisso. E eu preciso pegar sol. A minha rotina de múltiplos afazeres termina ocupando a semana, as noites e fins de semana, se eu bobear. E são todas “indoor”. Hoje eu acordei quando o despertador do celular tocou e falei para mim (é, eu converso comigo mesma; você não?): Lia, se você não levantar e for caminhar no sol, vai se sentir fracassada. Se você for, todo o resto do dia será diferente. Mesmo assim, voltei a cochilar. O despertador tocou novamente (deixei na soneca…). Resumindo a história, fiquei nisso por quase uma hora até que consegui colocar os pés no chão e sair da cama.

Daí para a frente, tudo foi mais fácil. Percebi que, na verdade, nem estava mais com sono – é um pouco de vício. Tomei um bom café da manhã e fui para a praia caminhar. Fui andando, observando a paisagem, as pessoas e a mim mesma. O passeio aqui é democrático e tem gente de todo jeito: crianças, jovens, adultos, idosos, casais, solitários, pessoas em cadeira de rodas e bebês em carrinhos, outros de bicicleta. Tem gente que corre, gente que anda, e aqueles que “arrastam o chinelo”. Gente gorda, gente magra, gente baixa, gente alta, outros medianos, louros, morenos, ruivos, cabelos brancos ou pintados. Na curva da Itapuca dá para ver tartarugas marinhas (verdade!), mas hoje eu fiquei ali e não vi nenhuma. Subi a ladeira do MAC e lá fiz meia volta para descer.

Quando já estava de volta à praia, ouvi alguém me chamar pelo nome: virei e encontrei uma amiga a quem não vejo há bastante tempo. Ela ia em sentido contrário, mas mudou de direção para me acompanhar. E assim conversamos, conversamos, conversamos (nossa, as mulheres falam muito mesmo!). Chegamos à porta da casa dela e ela resolveu ir comigo até a porta da minha. Chegando lá, convidei-a a subir. Eu tinha trabalho a fazer e ela sabia disso, por isso combinamos um horário limite. Sabe aquela conversa gostosa, quando a gente fala o que sente, de forma honesta e confortável? Quando a gente fala de si, da própria vida e percebe que o outro está ouvindo de verdade? Terminamos almoçando juntas e depois ela foi. Agora, eu preciso revisar o pdf da próxima edição do meu livro, escrever um artigo para o blog e fazer uma reunião de trabalho. Poderia ter ficado em casa e estar adiantada. Poderia ter deixado a vida bem organizadinha… e parada. Mas como foi gostoso ter me colocado em movimento.

icarai

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ter 30 abr/2013

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