Depressão

Eu sofria de depressão e tive recomendação terapêutica de começar a correr diariamente, na tentativa de evitar o uso de medicamentos. Sou adepta do naturalismo e achei uma excelente troca, já que não gosto de tomar remédios.

Decidi começar a correr na praia, porque, sendo um lugar onde me sinto muito bem, achei que tornaria a tarefa mais amena. Meu filho mais velho dispôs-se a acompanhar-me.

No primeiro dia, fiz um breve alongamento, caminhei uns metros para aquecer e disparei o cronômetro quando comecei a correr. Quando não aguentava mais; travei o marcador e olhei: um minuto e quinze segundos! Quase caí para trás — eu precisava correr vinte minutos, pelo menos, para obter algum resultado!

Bom, levei aproximadamente uma hora para correr os tais vinte minutos. Corria, andava, descansava, voltava a correr.

Meu filho, de personal trainer, motivando, estimulando-me a vencer meus limites.

Quinze dias depois, eu já corria os vinte minutos em dois períodos de dez, com um pequeno intervalo para normalizar a respiração. Um mês após, corria vinte e cinco minutos, sendo: quinze minutos, pausa e mais dez minutos, com tranquilidade.

Controlei a depressão, e era essa corrida que me dava forças para vencer o stress nas épocas mais tensas da preparação.

Por isso, falo em persistência. Qualquer coisa que iniciamos, em qualquer área, requer dedicação, perseverança. Assim é com um atleta, obrigado a treinar horas e horas perseguindo uma melhor performance, superando seus próprios limites, muitas vezes enfrentando dor e medo.

Assim deve ser o concursando.

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sex 26 ago/2016