Fazer a diferença

Na cidade onde moro existem muitos vendedores de coco na orla da praia. Ao que parece, todos compram do mesmo fornecedor, porque vejo a caminhonete parando e fazendo a entrega. Todos vendem o coco pelo mesmo preço.

Acontece que há um rapaz (ele nem tem um quiosque, é só uma carrocinha) que vende sorrindo. Isso mesmo. Sempre que passo por lá, ele dá bom dia, com um sorriso.

E tem mais: ele oferece papel-toalha para o cliente, tem lixos separados para reciclagem, agora tem um banner escrito “vendemos coco” em diversas línguas e, da última vez que fiz a pausa ali, depois da caminhada,  ofereceu uma banana madurinha (uma delícia!), sem acréscimo no preço.

Algumas dessas coisas talvez custem dinheiro para ele e reduzam um pouco o lucro. Mas o movimento de clientes é ininterrupto. Sem falar nas pessoas que passam caminhando e o cumprimentam. Ao que ele responde, sempre com um sorriso.

Certa vez, numa conversa mais demorada eu soube que ele estava passando por sérios problemas de família. E conduzindo de maneira firme e lúcida, fazendo o que era preciso. Confiando que tudo se resolveria dali a um tempo.

Enquanto isso, continuava a vender o seu coco, atendendo seus clientes e passando um dia agradável de trabalho.

Eu já o acompanho há alguns anos e a cada vez que o visito vejo que ele criou uma melhoria, um mimo para seus clientes. Nem sempre foi assim. No início, havia apenas o sorriso. E isso mudou tudo.

Podemos fazer as coisas de qualquer jeito. Ou podemos fazê-las bem feitas.

Ou podemos fazer realmente a diferença.

diferenca

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qui 27 ago/2015