Esforço e Continuidade

Hoje quero compartilhar um episódio da minha vida.

Há 8 meses, descobri que estava com um problema sério nos joelhos. Sentia muitas dores, principalmente quando praticava atividade física, que se agravaram a ponto de sentir dor até mesmo quando ficava mais tempo de pé.

Consultei um excelente ortopedista, especialista em joelho. O diagnóstico veio preciso – condropatia patelar, grau 2. A solução? Fortalecimento e alongamento, com acompanhamento especializado, para evitar lesões. Tudo sem impacto e com muitas restrições.

Decidi incluir no “pacote” a perda de 4 kg (estava precisando…).

Paralelamente a isso, eu tinha uma viagem marcada para esquiar com a família, dentro de um mês, tudo pago antecipadamente.

No dia seguinte, 8 de julho, (jogo do Brasil), fui à academia e combinei com o personal valores (investimento significativo) e horários – 4 vezes por semana. Quando começamos? “Hoje, por favor”, eu disse (não amanhã nem na próxima 2ª feira!). Ele ficou surpreso.

O primeiro dia de treino foi uma lástima comparável ao jogo da nossa seleção. Com 5 minutos de transport, caminhando devagar e com pouca carga, eu estava morrendo, contando os segundos para acabar (o cronômetro parecia parado!). Saí com o coração na boca e muito constrangida.

O exercício de isometria, outra vergonha: a perna que deveria ficar estável em esforço ia afrouxando e caindo lentamente. Eu olhava e não via musculatura de onde tirar forças.

E assim seguimos, alternando outros exercícios e transport. A cada vez eu sofria mais… Confesso que se o professor não estivesse ali do lado não sei se teria conseguido.

Se sentia medo? Muito! E também vergonha, porque a minha malhação mais parecia uma fisioterapia geriátrica… (rs). Não tinha certeza se teria condições de aproveitar a viagem na neve. Não tinha garantias de que um mês seria suficiente.

Mas cumpri toda a minha meta, mesmo tremendo, mesmo exausta e mesmo com dúvidas de se conseguiria. E fiz isso todos os dias combinados, até o dia 7 de agosto, véspera da viagem.

Chegou a viagem.

Não foi exatamente um sucesso. Não consegui me sair bem no snowboard e dois filhos se machucaram. De verdade? Fiquei um bocado frustrada.

Na volta, retomei o projeto recuperação e perda de peso, que seguia lentamente: 500g por mês. Os últimos 300 gramas foram quase impossíveis…

Hoje, 8 meses depois, posso dizer que venci as metas. Estou conseguindo um trabalho bem bacana na academia, 3 vezes por semana, e atingi o peso que desejava.

Não foi no tempo que gostaria e exigiu muita determinação. Foi dia por dia, semana a semana, seguindo a dieta e indo malhar. Mas, cheguei lá!

Alguma coisa neste relato parece familiar para você e o seu projeto de conquistar um cargo público? Quis contar isso para você para lembrar que a vida não é perfeita, e que todo projeto exige esforço e continuidade. Além disso, é preciso poder lidar com uma boa dose de frustração. Mas, com esses requisitos, é possível chegar lá.

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sex 06 mar/2015