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Como lidar com a pressão da família e dos amigos?

Toda vez que tomamos a decisão de investir num projeto, de um jeito ou de outro impactamos também a vida de pessoas ao nosso redor. Em consequência, elas reagem e interferem – ou tentam – no que estamos fazendo.

Um fator a ser considerado é que quem está fora da situação nem sempre (ou quase nunca) conhece a fundo a dinâmica interna do processo. E, por conta disso, pode ter uma visão irreal do que estamos fazendo e dos resultados que estamos obtendo.

Há ainda outras pressões às quais a gente é submetida durante a trajetória de preparação até ser aprovada no concurso desejado. É praticamente inevitável.

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ter 31 jan/2017

Concurso público ou iniciativa privada? – parte I

009_Lia_Salgado_G1_27-09-2016No momento, manter o emprego tem sido uma tarefa delicada para muitas pessoas. Conseguir uma nova colocação no mercado de trabalho, mais ainda. De outro lado, os concursos públicos também não estão em sua melhor fase, com a suspensão na esfera federal e em alguns estados e municípios. Muitos concursos que estavam previstos têm sido adiados.

Mas essa não é a realidade absoluta: muita gente permanece empregada e há postos para quem procura. Quanto aos concursos, também continuam acontecendo.

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ter 27 set/2016

Confie no caminho!

Quantas vezes na minha vida foram a crise e o caos que me obrigaram a olhar a situação de outra forma, a buscar atitudes diferentes que, no fim, terminaram por me conduzir a um lugar melhor do que aquele em que me encontrava. Muitas vezes, o que vemos como equilíbrio é, na verdade, uma situação precária de acomodação na escassez. Não nos motivamos a romper com aquilo, porque pode não ser tão bom, mas também não é tão ruim. E seguimos, ano após ano, sonhando com uma vida melhor sem dar qualquer passo nesse sentido, sem levar a sério nossos próprios desejos e possibilidades. Mas o próprio Aurélio apresenta uma definição interessante para o mesmo caosvazio obscuro e ilimitado que precede e propicia a geração do mundo.

Perfeito! Então, é disso mesmo que estamos falando. Muitas vezes é preciso que tudo saia do lugar, seja por questões econômicas, pessoais, ou quaisquer outras, para que se rompa o que considerávamos equilíbrio e tenhamos coragem de nos aventurar a sair de uma situação ruim – mas conhecida -, e descobrir que existem possibilidades muito melhores fora do nosso mundinho. O curioso é que, enquanto estamos parados, não enxergamos o caminho, nem os recursos de que dispomos para trilhá-lo. Somente quando nos colocamos efetivamente em movimento, e a cada passo, é que teremos clareza do passo seguinte. Neste sentido, se uma crise irrompe na nossa vida, ela vem nos encorajar a andar – afinal, não há muito a perder.

Então, “é caminhando que se faz o caminho”. Sugiro que faça isso com alegria, e não como quem carrega um fardo. Ser concurseiro é, antes de tudo, estar disposto a transformar-se a cada passo, é abandonar falsas crenças limitantes e ter a ousadia de se observar com isenção, sem julgamentos, para ajustar o projeto às mudanças que podem – e vão – aparecer a cada curva.

Retornando à questão da necessidade de se dar o primeiro passo, outro fato curioso são as dúvidas de quem ainda não iniciou os estudos. Por isso, elenquei o que observo com mais frequência e trouxe respostas simples que visam desmoronar esses obstáculos, que parecem, a primeira vista, intransponíveis, mas que são apenas miragens:

Nunca fui bom aluno; não tenho base.

O estudo para concurso é diferente daquele do período escolar: estamos ali porque queremos conquistar algo para nossa vida – é uma decisão nossa. Assim, a motivação é outra. Além disso, estamos mais velhos (ao menos um pouco) e maduros. Isto nos ajuda a ter uma postura que facilita, e muito, o aprendizado. É bastante comum ver alguém que inicia o estudo para concurso aprender coisas que nunca conseguiu compreender na escola. Isso o torna mais qualificado como pessoa, mesmo antes de ser aprovado.

Nunca estudei essas matérias.

As matérias são dadas desde o início, exatamente porque não se pressupõe que você já as tenha visto. Claro que cada um terá mais facilidade em um tipo de assunto e menos em outro, de acordo com o perfil individual, mas todos são capazes de aprender.

Já tenho idade. Como vou superar os mais jovens?

Eu tinha 38 anos quando comecei a me preparar para concurso, com 4 filhos (os pequenos com 3 e 6 anos), separada e sem estudar há mais de 15 anos. Hoje, sou fiscal. Conheço, ainda, o caso de um homem que passou para auditor da Receita Federal com 60 anos. Considero um exemplo de coragem alguém chegar a essa idade e buscar •uma vida melhor. Afinal, enquanto estamos vivos, vale a pena!

Enfim, esses e tantos outros argumentos são irreais e desnecessários. Funcionam como uma desculpa para não dar o primeiro passo. Foi o que ouvi uma vez de um professor: vocês querem desculpas ou querem passar? E eu, que tinha todas as “desculpas” do mundo, disse para mim mesma: eu não quero desculpas; eu vou passar! Só gostaria de lembrar que é uma caminhada considerável, sim, até tornar-se servidor público. Mas o prêmio será usufruído pelo resto da vida!

Outra “doença” que costuma acometer os que se prepararam para concursos público é a impressão, após algum tempo, de não estar saindo do lugar, como se o estudo não produzisse resultados. O que quase ninguém observa é que todo projeto demanda tempo para ter resultados visíveis: se estamos sedentários e decidimos iniciar algum esporte; se iniciamos uma dieta de emagrecimento; se iniciamos o estudo de urna nova língua; e até mesmo se vamos criar uma nova empresa. Na verdade, há uma infinidade de exemplos em que precisamos investir dedicação durante certo tempo para percebermos algo acontecer. Penso que a ansiedade pelos resultados e cobrança interna nos impedem de respeitar e apreciar o tempo necessário para o surgimento dos primeiros frutos. Em dado momento, nos surpreendemos compreendendo as matérias, acompanhando as aulas com mais facilidade e respondendo às perguntas do professor.

Nunca estudei essas matérias.
As matérias são dadas desde o início, exatamente porque não se pressupõe que você já as tenha visto. Claro que cada um terá mais facilidade em um tipo de assunto e menos em outro, de acordo com o perfil individual, mas todos são capazes de aprender.
Já tenho idade. Como vou superar os mais jovens?

Então, confie no caminho. Como um peregrino, observe o cenário a sua volta. Os concursos continuam, sim, acontecendo. Podem ser locais, regionais ou nacionais. A cada um, avalie a oferta com objetividade quanto à remuneração, local e tipo de trabalho; analise suas reais condições e decida para onde direcionar seus passos. A dúvida é saudável e faz com que tenhamos cuidado na escolha. O medo também faz parte e cumpre a função de nos manter plenamente atentos. Infelizmente, não posso dizer quantas passos você terá de dar até a sua aprovação, mas posso garantir que ela está a sua espera. Siga, dê os passos necessários, e conquiste o seu prêmio!

Um beijo e ótimo caminho.

 

confie_caminho

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qui 22 set/2016

Você ouve vozes?

Cruzes! O que é isso?

Calma! Estou me referindo a vozes externas e internas que passam o tempo todo desviando você do objetivo: amigos, namorado(a) congêneres…

— Vamos sair hoje? Tem uma parada maneira…

— Vamos à praia?

Mães, filhos, cônjuges…

— Ai, você não liga mais para mim, nunca tem tempo para me dar atenção.

Diversos…

— Você ainda não passou? Será que adianta ficar estudando assim?

— E se você não passar, o que vai fazer? (essa foi do meu filho de 18 anos, antes da última prova; uma delícia…).

— Você não acha que precisa cuidar mais dos seus filhos? Nem tudo pode ser adiado! (o de 15 anos…).

E as internas, nossos “fantasmas” pessoais:

— Ai, meu Deus! E se eu não for capaz?

— E se eu ficar doente no dia da prova? Se sofrer um acidente?

— E se o concurso for anulado?

— E se me der um “branco”? Ou ainda:

— Nunca passo nas provas, sempre fui péssimo aluno, não tenho base…

Sugestão: faça-se de surdo. Dê um sorriso e diga:

— Vou fazer o meu melhor, pedir proteção; se ainda não for a minha hora, continuarei estudando.

Jogue fora todo aquele registro negativo. Você hoje é um adulto (ou quase) e tem algo que não tinha antes: maturidade. Isso faz toda a diferença. Verá. Fortaleça sua determinação, concentre todas as suas forças no concurso, de forma que todo o resto saia um pouco de foco. Durante todo o tempo, pergunte:

— Isso é importante para a prova? Está me ajudando a estudar?

Fora isso, só enxergue algo realmente grave, inadiável mesmo.

Voce_ouve_vozes

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qui 09 jun/2016

As mulheres nos concursos públicos

Mulheres_ConcursosNesta semana, comemoramos a força das mulheres em sua eterna luta por igualdade e respeito. Eu não poderia ficar indiferente e decidi que este seria o tema da coluna.

Mas estou aqui para falar de concursos públicos. Bem, veremos que os dois assuntos estão intimamente relacionados.

Um importante aspecto que envolve a vida das mulheres é a sua autonomia, em todos os sentidos. Assim, nada melhor do que a possibilidade de conquistar um emprego que dependa somente da sua dedicação e que oferecerá como prêmio um trabalho em que não só os horários são respeitados, mas que também garante férias, 13º salário, licença-maternidade remunerada, se for o caso, e sem que olhem feio para você porque decidiu engravidar, entre outros benefícios. Além disso, a sua remuneração será exatamente igual à dos seus colegas. Deveria ser o normal, mas sabemos que não é o que ocorre de modo geral, na iniciativa privada.

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ter 08 mar/2016

Filhos Pequenos

Uma das coisas mais dolorosas do meu tempo de estudo era ter de ficar ausente da vida dos meus filhos.

No terceiro ano da minha maratona – depois de três reprovações e uma desistência – percebi que precisava fazer algo realmente diferente se queria ser aprovada. Foi aí que descobri as bibliotecas e quanto o tempo de estudo rendia mais do que em casa. Essa foi a parte boa da história. A ruim é que eu saía de casa às 8 horas da manhã e passava o dia todo na biblioteca. Saía de lá quando fechava, já de noite, ou às 5 horas da tarde, direto para o curso, nos dias em que havia aula e matérias específicas para o ISS. Retornava perto de 11 horas.

Com isso, só via as crianças pela manhã, antes de irem para a escola, e depois no outro dia, pela manhã, porque quando chegava elas estavam dormindo. Era muito ruim para todos nós, mas penso que foi o menorzinho quem mais sofreu. Ele era muito pequeno e ficava difícil explicar por que eu “desaparecia” de casa. Ele se agarrava às minhas pernas e chorava, pedindo para eu não ir para a “minha escola”. Perguntava se quando ele chegasse em casa da escola, eu estaria ali. E eu tinha que dizer que não estaria, que precisava estudar porque um dia ia “escrever umas coisas” (não havia como explicar o que era uma prova) e depois a gente ia ganhar muito dinheiro, eu ia comprar brinquedos, passear com ele, comer em restaurantes.

E ele ia para a escola e eu, para a biblioteca, com o coração despedaçado.

No fim da tarde, eram os irmãos mais velhos que cuidavam dos menores, davam jantar e os colocavam pra dormir. Muitas vezes ligavam pra mim, porque o caçula estava chorando…

Trecho retirado do meu livroComo Vencer a maratona dos Concursos Públicos 

filhos_pequenos

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qui 25 fev/2016

Faça sua escolha… agora!

“Cada escolha é definitiva. E não é. A direção para onde apontamos os pés é irreversível para aquele passo. Mas, o passo seguinte traz nova escolha, e podemos manter a direção anterior, ou modificá-la.

Cada passo pode, simplesmente, seguir a direção dos anteriores ou representar uma mudança de rumo. E, veja, sempre podemos mudar a direção. Cada novo momento traz em si uma nova chance. Por isso, é importante ter clareza, não num determinado ponto do caminho, mas em todos eles porque, a cada passo, reafirmamos a nossa realidade ou a recriamos de forma diferente. E, pode ter certeza, cada passo encerra um aprendizado, desde que estejamos realmente atentos.

Portanto, não tema as escolhas, porque elas acompanham toda a trajetória. Não escolher também é uma escolha. A cada fração de tempo, optamos por uma direção e, se jamais podemos voltar atrás, porque o momento vivido não retorna, há sempre a possibilidade de uma escolha diferente no momento presente.”

(Lia Salgadoadaptado de fragmento de livro ainda não publicado)

Desejo que possamos sentir cada dia de forma plena, com olhos limpos e a percepção viva, para construirmos um caminho verdadeiro.

Crossroad in lavender meadow

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qui 07 jan/2016

Dicas de Filmes 22 – A Teoria de Tudo

Salve, Salve, Concurseiros!

Sabe aquela pessoa que mesmo com as maiores dificuldades do mundo consegue realizar feitos incríveis?

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A Teoria de Tudo

Sinopse:

Baseado na história de Stephen Hawking (Eddie Redmayne), um dos maiores astrofísicos da atualidade, o filme é focado em partes de sua vida pessoal. Iniciando com um jovem Stephen, estudante de Cambridge, A Teoria de Tudo conta a trajetória deste gênio que, apesar de enfrentar uma doença degenerativa aos 21 anos, conseguiu mudar os rumos da ciência atual e ainda encontrar tempo para se apaixonar.

Por que devo assistir?

É incrível o que um ser humano é capaz de realizar quando se tem a motivação necessária. Estar ‘preso’ em uma cadeira de rodas, com praticamente todo seu sistema motor comprometido, seria suficiente para qualquer pessoa normal abdicar da vida. No entanto, Stephen tinha um propósito maior. Algo que nem suas limitações físicas poderiam impedir. Esta história soa familiar para você, Concurseiro?

A Teoria de Tudo é um filme inspirador, com uma belíssima trilha sonora e que, apesar de arrancar algumas lágrimas, vai lhe deixar um sorriso no rosto e uma fagulha de inspiração.

Bom filme e até semana que vem!

Ficha Técnica

Título Original: The Theory of Everything

Origem: EUA, 2014

Duração: 123 minutos

Direção: James Marsh

Elenco: Eddie Redmayne, Felicity Jones, Adam Godley

Pedro_Melo

Pedro Melo é empresário e cinéfilo.

 

 

 

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sex 18 set/2015

De volta à maratona

Desde os tempos em que eu estudava para concursos, via a preparação como uma maratona. Por isso, quando decidi transformar meus relatos diários em um livro, não consegui imaginar outro nome. E assim ficou: Como Vencer a Maratona dos Concursos Públicos. Meio grande, né? Daí “quebramos” em: Como Vencer – a Maratona dos Concursos Públicos. Ou: Como Vencer, para os íntimos.

Enfim, toda essa conversa é para explicar porque quero retomar a analogia agora. Gostaria que você fizesse uma reflexão honesta: como está o seu estudo?

Porque, a partir de e-mails, mensagens e comentários que leio em minhas redes sociais, percebo que muita gente está se atrapalhando, apesar de desejar profundamente ser aprovada.

mesa_estudos

Tipo 1 – Pessoas que estudam desesperadamente

O desespero não é bom conselheiro. Se você estuda de 2ª a 2ª, sem dia de descanso, sem algum lazer, descuidando provavelmente dos horários (e qualidade) da alimentação e do sono, corre o sério risco de estar construindo um ciclo vicioso. A cada semana o estudo rende menos, em razão do nível de cansaço e estresse e, por isso, você acha que precisa estudar mais ainda, para compensar – com isso, a situação chega cada vez mais perto do insuportável para o corpo e para o cérebro.

Não se vence maratona correndo em disparada, porque as chances de sofrer uma lesão são enormes, ou, no mínimo, de uma exaustão precoce, o que levará o corredor a sair da prova.

Quem mantiver ritmo e continuidade certamente chegará ao final.

Tipo 2 – Pessoas que estudam quando sai o edital

Você quer ser aprovado num bom concurso, ter um bom salário e um bom emprego. Muita gente também deseja isso. E o serviço público quer os melhores candidatos. Será que você é tão melhor do que todo mundo que pode estudar só depois que o edital sair? Isso será suficiente para aprender todas as matérias que serão cobradas? Temo que não. Inclusive, se você usa essa estratégia, este pode ser o principal motivo para ainda não ter sido aprovado. E, pior ainda, isso pode levar você a uma visão equivocada de que concurso público é algo que não funciona.

Então, se você pretende ser um atleta e correr uma maratona, não adianta treinar na véspera ou durante poucas semanas. Você precisa aprender como é o treino, saber os movimentos corretos, superar a dor que acompanha cada progresso. E ainda é necessário ter regularidade para que os resultados apareçam e permaneçam. Se o treino acontecer de forma eventual, o corpo não ganha “memória” e o que se conquista em alguns dias perde-se em outros.

O corpo é capaz, mas precisa de tempo para ganhar condicionamento.  E de constância para mantê-lo. A mente também.

Tipo 3 – Pessoas que sofrem alguma reprovação e perdem a motivação

Concurso público requer determinação, continuidade e resistência. Sim, porque é um projeto complexo e sujeito a muitas interveniências. Podem acontecer reprovações (mais de uma, em geral), concursos suspensos, demora na nomeação do candidato depois de aprovado. É assim mesmo.

Como numa maratona, o cansaço ronda o candidato e há determinadas situações em que dá mesmo vontade de desistir. Mas, desistir seria evitar a dor do momento e carregar para sempre a frustração de uma vida que não satisfaz.

Se você acha que sofreu uma derrota e isso gerou uma “lesão” emocional, cuide como se fosse uma lesão física: faça alguns dias de repouso (não mais do que uma semana) e retome depois o treino, começando de forma um pouco mais suave até atingir outra vez o patamar em que estava.

Siga adiante até conquistar o que deseja. A celebração da vitória vai curar todas as feridas da caminhada. 

Tree-lined country road in Sweden at sunrise

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qui 17 set/2015

Fazer a diferença

Na cidade onde moro existem muitos vendedores de coco na orla da praia. Ao que parece, todos compram do mesmo fornecedor, porque vejo a caminhonete parando e fazendo a entrega. Todos vendem o coco pelo mesmo preço.

Acontece que há um rapaz (ele nem tem um quiosque, é só uma carrocinha) que vende sorrindo. Isso mesmo. Sempre que passo por lá, ele dá bom dia, com um sorriso.

E tem mais: ele oferece papel-toalha para o cliente, tem lixos separados para reciclagem, agora tem um banner escrito “vendemos coco” em diversas línguas e, da última vez que fiz a pausa ali, depois da caminhada,  ofereceu uma banana madurinha (uma delícia!), sem acréscimo no preço.

Algumas dessas coisas talvez custem dinheiro para ele e reduzam um pouco o lucro. Mas o movimento de clientes é ininterrupto. Sem falar nas pessoas que passam caminhando e o cumprimentam. Ao que ele responde, sempre com um sorriso.

Certa vez, numa conversa mais demorada eu soube que ele estava passando por sérios problemas de família. E conduzindo de maneira firme e lúcida, fazendo o que era preciso. Confiando que tudo se resolveria dali a um tempo.

Enquanto isso, continuava a vender o seu coco, atendendo seus clientes e passando um dia agradável de trabalho.

Eu já o acompanho há alguns anos e a cada vez que o visito vejo que ele criou uma melhoria, um mimo para seus clientes. Nem sempre foi assim. No início, havia apenas o sorriso. E isso mudou tudo.

Podemos fazer as coisas de qualquer jeito. Ou podemos fazê-las bem feitas.

Ou podemos fazer realmente a diferença.

diferenca

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qui 27 ago/2015