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Concurso público ou iniciativa privada? – parte II

009_lia_salgado_g1_11-10-2016Na coluna desta semana, continuamos a falar sobre iniciativa privada e administração pública.Conforme a última coluna escrita, não há resposta certa. Tudo depende da situação de cada um, dos sonhos e de outros fatores. O fato é que toda idade e momento de vida oferecem vantagens e desafios em relação aos concorrentes. É uma questão de aproveitar os recursos favoráveis e não ficar lamentando e se comparando aos outros.

Nesta coluna, vamos mostrar uma pequena análise por faixa etária e etapas de vida para apresentar os cenários da iniciativa privada e dos concursos públicos para quem está em dúvida. Agora, serão apresentados os seguintes perfis: 40/50 anos, que ainda não conquistaram o salário desejado, e aposentados.

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ter 11 out/2016

Absorvendo as matérias

concurso-materias-iconeOlá!
Nosso “papo” de hoje trata de um tema espinhoso: dificuldades. Infelizmente (ou felizmente?) a vida é repleta dessas coisinhas que parecem vir somente para atrapalhar os nossos projetos, mas são exatamente elas que possibilitam urna real preparação para as provas da vida (ou dos concursos). Contratempos como concursos cancelados, suspensos, adiados, resultados abaixo do esperado, impedimentos inoportunos, etc. fazem uma seleção e eliminam os menos estruturados. É aí que muita gente se deixa derrotar e desiste de seus projetos. Outros, simplesmente aproveitam o momento para melhorar a preparação, enquanto aguardam a oportunidade seguinte. Uma excelente maneira de enfrentar as dificuldades, pelo menos no seu caso, concurseiro, é estudar. A fim de facilitar um pouco a sua tarefa, vou ensinar algumas técnicas de estudo (ou: como não dormir sobre os livros).

Em primeiro lugar, gostaria de lembrar que, quando você senta para estudar, é um atleta entrando em campo. Faça isso com disposição e alegria. Caso contrário, o seu cérebro se “desligará” da tarefa, porque você estará transmitindo uma mensagem de desinteresse (e ele é muito obediente aos seus comandos, pode acreditar!). Então, se esse é o caminho para conquistar o que você está buscando – uma vida nova, com muito mais qualidade (e dinheiro, claro!)-, adote uma postura compatível com a importância do projeto.

Cabe lembrar que o conhecimento precisa de sucessivas repetições para ser assimilado. Como um atleta, você repetirá o treino inúmeras vezes (é… tantas assim), ou seja, irá do inicio ao fim da matéria várias vezes.

É importante, ainda, tornar o estudo algo dinâmico, já que a monotonia leva ao tédio, ao sono e ao desinteresse. Por este motivo, a cada vez você verá a matéria de uma forma diferente.

Uma boa prática é iniciar pelas anotações de aula (é o que você tem de mais familiar). Procure compreender o conteúdo, mas não se preocupe em assimilar (decorar, memorizar ou o nome que for). Assinale as dúvidas para saná-las posteriormente com o professor ou mesmo com algum colega.

Leia um ponto da matéria no caderno, o mesmo ponto no livro (de concurso, preferencialmente das editoras especializadas, por terem qualidade comprovada), e faça exercícios didáticos do livro sobre o mesmo assunto, imediatamente após. Assim, você retém 70% a mais de informações (palavras do Renato Alves, recordista de memória no Brasil). Resolva os exercícios consultando a teoria.

Com este método, o cérebro permanecerá atento ao trabalho, porque você está solicitando seus serviços. Quando apenas lemos a matéria, o cérebro não se sente necessário e vai “pensar em outras coisas”, ao que chamamos de dificuldade de concentração. Siga para o ponto seguinte. Quando concluir o horário de estudo daquela matéria (sempre respeitando o planejamento feito no início do mês), assinale onde está. No dia em que voltar a ela, retome dali para a frente. Quando chegar ao fim de todo o conteúdo, volte ao início.

Nesse segundo momento, repita o procedimento anterior (caderno, livro), faça fichas-resumo e grife as partes mais importantes no livro. Isto fará com que você sintetize as informações, que serão melhor fixadas. Faça novos exercícios. Consulte sempre a teoria.

Concluída essa etapa, passamos à fase 3: revise suas fichas-resumo e faça provas anteriores (agora, sem consulta). Volte às fichas, mesmo para as questões que tiver acertado. Verifique se há algo a ser acrescentado, anote detalhes que você sempre esquece e inclua exemplos de exercícios que você sempre erra. Esse material vai ser o seu apoio para urna revisão nas semanas anteriores à prova.

Você vai perceber que, a cada retorno, a matéria fica mais clara, o entendimento é ampliado e o assunto vai sendo fixado naturalmente. Quando sair o edital, a maior parte do conteúdo já estará sedimentada e restarão poucas informações a serem decoradas.

Veja-se, sempre, como um atleta em treinamento, que inicia o condicionamento aos poucos, melhorando com o passar do tempo.

Para concluirmos, gostaria de fazer um alerta. É muito importante o equilíbrio entre a consciência do que já fizemos e a humildade de saber que sempre há algo a ser aprendido. O concursando que vence é aquele que se coloca com humildade diante da matéria e, assim, examina todo o conteúdo como se fosse a primeira vez. Desta forma, estará cada vez melhor preparado.

Confie. A vitória está cada vez mais próxima.

[matéria escrita para o Guia dos Concursos nº11]

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qui 06 out/2016

Veja dicas para ter uma boa estratégia de estudo para concursos

009_Lia_Salgado_G1_04-10-2016Concurso de nível médio antes de superior
A internauta Michele de Castro é formada, trabalha na iniciativa privada e começou os estudos para a Receita Federal. Ela quer saber se vale a pena fazer um concurso de nível intermediário para o Banco do Brasil. “Mas, estou necessitando de algo que me dê um pouco mais de segurança; algo no sentido de ‘no meio do caminho, preciso de uma aprovação’. Estou sem saber se paro a Receita Federal e foco no Banco do Brasil ou se existem chances boas de passar começando a estudar após o edital”, diz Michele.

Segundo Lia, a escolha da internauta parece bastante sensata. “Há momentos em que é importante garantir uma aprovação intermediária que garanta sustentação para seguir para o concurso dos sonhos”, afirma.

Confira a matéria e assista ao vídeo clicando aqui

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ter 04 out/2016

Confie no caminho!

Quantas vezes na minha vida foram a crise e o caos que me obrigaram a olhar a situação de outra forma, a buscar atitudes diferentes que, no fim, terminaram por me conduzir a um lugar melhor do que aquele em que me encontrava. Muitas vezes, o que vemos como equilíbrio é, na verdade, uma situação precária de acomodação na escassez. Não nos motivamos a romper com aquilo, porque pode não ser tão bom, mas também não é tão ruim. E seguimos, ano após ano, sonhando com uma vida melhor sem dar qualquer passo nesse sentido, sem levar a sério nossos próprios desejos e possibilidades. Mas o próprio Aurélio apresenta uma definição interessante para o mesmo caosvazio obscuro e ilimitado que precede e propicia a geração do mundo.

Perfeito! Então, é disso mesmo que estamos falando. Muitas vezes é preciso que tudo saia do lugar, seja por questões econômicas, pessoais, ou quaisquer outras, para que se rompa o que considerávamos equilíbrio e tenhamos coragem de nos aventurar a sair de uma situação ruim – mas conhecida -, e descobrir que existem possibilidades muito melhores fora do nosso mundinho. O curioso é que, enquanto estamos parados, não enxergamos o caminho, nem os recursos de que dispomos para trilhá-lo. Somente quando nos colocamos efetivamente em movimento, e a cada passo, é que teremos clareza do passo seguinte. Neste sentido, se uma crise irrompe na nossa vida, ela vem nos encorajar a andar – afinal, não há muito a perder.

Então, “é caminhando que se faz o caminho”. Sugiro que faça isso com alegria, e não como quem carrega um fardo. Ser concurseiro é, antes de tudo, estar disposto a transformar-se a cada passo, é abandonar falsas crenças limitantes e ter a ousadia de se observar com isenção, sem julgamentos, para ajustar o projeto às mudanças que podem – e vão – aparecer a cada curva.

Retornando à questão da necessidade de se dar o primeiro passo, outro fato curioso são as dúvidas de quem ainda não iniciou os estudos. Por isso, elenquei o que observo com mais frequência e trouxe respostas simples que visam desmoronar esses obstáculos, que parecem, a primeira vista, intransponíveis, mas que são apenas miragens:

Nunca fui bom aluno; não tenho base.

O estudo para concurso é diferente daquele do período escolar: estamos ali porque queremos conquistar algo para nossa vida – é uma decisão nossa. Assim, a motivação é outra. Além disso, estamos mais velhos (ao menos um pouco) e maduros. Isto nos ajuda a ter uma postura que facilita, e muito, o aprendizado. É bastante comum ver alguém que inicia o estudo para concurso aprender coisas que nunca conseguiu compreender na escola. Isso o torna mais qualificado como pessoa, mesmo antes de ser aprovado.

Nunca estudei essas matérias.

As matérias são dadas desde o início, exatamente porque não se pressupõe que você já as tenha visto. Claro que cada um terá mais facilidade em um tipo de assunto e menos em outro, de acordo com o perfil individual, mas todos são capazes de aprender.

Já tenho idade. Como vou superar os mais jovens?

Eu tinha 38 anos quando comecei a me preparar para concurso, com 4 filhos (os pequenos com 3 e 6 anos), separada e sem estudar há mais de 15 anos. Hoje, sou fiscal. Conheço, ainda, o caso de um homem que passou para auditor da Receita Federal com 60 anos. Considero um exemplo de coragem alguém chegar a essa idade e buscar •uma vida melhor. Afinal, enquanto estamos vivos, vale a pena!

Enfim, esses e tantos outros argumentos são irreais e desnecessários. Funcionam como uma desculpa para não dar o primeiro passo. Foi o que ouvi uma vez de um professor: vocês querem desculpas ou querem passar? E eu, que tinha todas as “desculpas” do mundo, disse para mim mesma: eu não quero desculpas; eu vou passar! Só gostaria de lembrar que é uma caminhada considerável, sim, até tornar-se servidor público. Mas o prêmio será usufruído pelo resto da vida!

Outra “doença” que costuma acometer os que se prepararam para concursos público é a impressão, após algum tempo, de não estar saindo do lugar, como se o estudo não produzisse resultados. O que quase ninguém observa é que todo projeto demanda tempo para ter resultados visíveis: se estamos sedentários e decidimos iniciar algum esporte; se iniciamos uma dieta de emagrecimento; se iniciamos o estudo de urna nova língua; e até mesmo se vamos criar uma nova empresa. Na verdade, há uma infinidade de exemplos em que precisamos investir dedicação durante certo tempo para percebermos algo acontecer. Penso que a ansiedade pelos resultados e cobrança interna nos impedem de respeitar e apreciar o tempo necessário para o surgimento dos primeiros frutos. Em dado momento, nos surpreendemos compreendendo as matérias, acompanhando as aulas com mais facilidade e respondendo às perguntas do professor.

Nunca estudei essas matérias.
As matérias são dadas desde o início, exatamente porque não se pressupõe que você já as tenha visto. Claro que cada um terá mais facilidade em um tipo de assunto e menos em outro, de acordo com o perfil individual, mas todos são capazes de aprender.
Já tenho idade. Como vou superar os mais jovens?

Então, confie no caminho. Como um peregrino, observe o cenário a sua volta. Os concursos continuam, sim, acontecendo. Podem ser locais, regionais ou nacionais. A cada um, avalie a oferta com objetividade quanto à remuneração, local e tipo de trabalho; analise suas reais condições e decida para onde direcionar seus passos. A dúvida é saudável e faz com que tenhamos cuidado na escolha. O medo também faz parte e cumpre a função de nos manter plenamente atentos. Infelizmente, não posso dizer quantas passos você terá de dar até a sua aprovação, mas posso garantir que ela está a sua espera. Siga, dê os passos necessários, e conquiste o seu prêmio!

Um beijo e ótimo caminho.

 

confie_caminho

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qui 22 set/2016

Turbine seus estudos – Dicas que fazem a diferença!

NADA DE JEJUM

Seu cérebro consome energia enquanto você estuda. Logo, você precisa ingerir carboidrato (pão, bolo, cereais) a cada três horas. Caso contrário, ele fica sem matéria-prima para trabalhar.

Mas tome cuidado! Não abuse, porque permanecerá sentado por muitas horas. Será quase inevitável ganhar uns quilinhos extras.

REFORÇO

Vitaminas, complementos alimentares, calmantes naturais, forti

ficantes, antifadiga. Acho que vale uma força extra para melhorar o seu desempenho. Procure orientação médica ou use recursos naturais que não apresentem contraindicação. Jamais comprometa sua saúde.

ATIVIDADE FÍSICA

Caminhada é uma ótima opção para quem tem vida sedentária. Não requer grandes preparos (somente um alongamento antes e depois) nem oferece riscos. Um tênis confortável, roupas leves e disposição são suficientes. Evite horário de muito calor e use protetor solar. O resultado é uma melhora acentuada da disposição física, da concentração (experimente e se surpreenderá) e até do humor. O que está esperando?

Se você já pratica esporte ou outra atividade física, ótimo! Continue e mantenha regularidade. Só vai contribuir para o seu desempenho. Já a interrupção tende a deixá-lo irritado e com menos atenção.

EQUILÍBRIO

Outra opção interessante são recursos que favoreçam o equilíbrio: meditação, ioga, tai chí chuan, que reduzem o stress e harmonizam corpo e mente.

Também o apoio espiritual, de acordo com suas crenças ou tradições, é valioso; ainda mais nesse momento em que toda proteção é muito bem-vinda…

Em resumo, em vez de criticar-se, acolha suas dificuldades, compreenda-as e busque soluções — naturais, sem agressões, preservando a saúde. Aprenda a pedir e a aceitar ajuda.

SUBLINHE

Sublinhe a matéria enquanto estuda. Um grifo bem feito vale um resumo. Só torne cuidado para não marcar tudo, porque de nada adiantará.

FICHAS-RESUMO X RESUMOS

Considero mais produtivas do que os resumos, porque mais rápidas de serem elaboradas e mais objetivas para serem consultadas. O candidato deve organizar cada disciplina estudada em fichas contendo quadros, esquemas e tópicos, sendo que cada uma deve conter o título da matéria, o subtítulo do assunto e ser numerada.

A ideia é privilegiar o aspecto visual e, por isso, o uso de cores é indicado (sem poluir). É importante incluir fórmulas, exceções, dicas e casos especiais, além de alguma observação relevante para a solução das questões.

São excelentes recursos para fixar a teoria e também como material para revisões em etapas posteriores do estudo e nas semanas anteriores à prova.

Anote suas dúvidas. Cada vez que retornar àquele ponto, verá que elas vão desaparecendo pela melhor compreensão da matéria. A cada vez o entendimento aprofunda-se mais um pouco. Peça também ajuda aos professores. É difícil para algumas pessoas, mas eles têm muita experiência e são nossos aliados nessa batalha.

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qui 11 ago/2016

A Estratégia do Guerreiro

GuerreiroDurante todo o tempo da prova, confie no trabalho que foi feito. Mesmo que apareça uma coisa que nunca viu, leia com calma e atenção e tente relacionar com algo que conheça. Um bom recurso é “conversar” com a prova, tentar perceber a intenção do examinador.

Cuidado com a letra, com as contas. Para não ser traído por uma observação confusa, tente organizar as anotações. Vale até usar a carteira como rascunho, se for de fórmica clara. Quando acabar a prova, apague tudo, por uma questão de gentileza…

Normalmente, o tempo é um fator primordial na hora da prova. Algumas pessoas dizem que é o maior inimigo. Prefiro achar que precisamos fazer dele nosso melhor aliado. Se tiver feito uma preparação correta, já terá escolhido a melhor estratégia a ser adotada, ordem de matérias etc.

Com base nisso, considero mais proveitoso responder, na ordem de matérias preestabelecida por você, a todas as questões em que não tenha dúvida e que não vão tomar muito tempo (cálculos demorados, por exemplo, ficam para depois). Ao lado das opções, acho interessante fazer algumas anotações que possam ajudar a decidir posteriormente, e circundar as questões em que tem dúvida.

Concentre-se numa questão de cada vez. É ler, marcar e seguir em frente. Se precisar pensar, pule para a seguinte, sem preocupação. Desta forma, vai garantir o maior número de pontos com o mínimo de tempo. Se você demorar muito em questões trabalhosas e depois não houver tempo suficiente para outras que talvez fossem simples, pode perder uma preciosa diferença em relação a outros candidatos.

Quando chegar à última matéria dê uma pequena pausa, alongue-se um pouco e faça algumas respirações mais profundas para recuperar o equilíbrio.

E se houver redação? Talvez seja melhor fazê-la logo após essa primeira “rodada” (salvo se não estiver conseguindo desenvolvê-la de jeito algum; ai é mais prudente adiantar as questões). Porque, quando voltar para a parte objetiva, já haverá certa tranquilidade de que tudo o sabe está feito e a redação, pronta.

Foi até o fim da prova uma vez? Retorne, então, à primeira matéria escolhida, com a consciência de que garantiu muitos pontos. Siga, novamente, até a última matéria, sem reler aquilo a que respondeu com segurança da primeira vez. Dedique-se às questões que dependem de você pensar um pouco mais, mas que não tomarão muito tempo. Por vezes, é só uma questão de compreender melhor o enunciado. A serenidade de já ter feito boa parte da prova torna o seu olhar mais preciso e a mente mais atenta. Muitas vezes, esta segurança é suficiente para enxergarmos coisas que haviam passado despercebidas na tensão do primeiro olhar. Dedique-se, também, às questões mais trabalhosas, mas às quais você sabe responder. Siga até o fim da prova.

Faça mais uma pequena pausa. Lembre-se de respirar calma e profundamente. Se necessário, vá ao banheiro (é bom “sair um pouco de cena”, para espairecer). Agora, com todos os pontos possíveis já garantidos, enfrente aquelas questões (espero que sejam pouquíssimas) que você não tem ideia do que sejam. Esse é o momento crucial: buscar no fundo da memória algo que você um dia ouviu ou leu, tentar recompor a informação necessária. Às vezes, brincar mesmo com a questão, fazer suposições (mesmo as absurdas), sei lá. De alguma forma, encontrar um caminho para escolher uma das opções. Se você estiver bem preparado, dificilmente será um “chute cego”. Use o bom senso, o tempo que tem, e escolha a opção mais razoável. Vale rezar para melhorar as chances…

Lembre-se do tempo para marcar o cartão de respostas. Considero mais seguro fazê-lo somente no fim da prova, uma questão por vez, com o máximo de atenção e cuidado.

Eu costumo sair da prova esgotada, pálida, como se tivesse “deixado a minha alma” lá. Afinal, é o momento de coroar todo o esforço feito anteriormente.

E, sabe? Aprendi uma coisa: o importante, ao terminar a prova, não é somente o resultado. É saber se você fez o seu melhor. Porque errar coisas que não sabia indica que precisa estudar mais. Mas, se houve realmente dedicação ao estudo e não estava ao seu alcance ainda, não há por que se cobrar. Agora, errar coisa que sabia é dureza. Dá uma tristeza enorme, porque você sabe que tinha condições e não fez. E aí? Talvez seja o caso de perceber que você necessita preparar-se melhor para o momento da prova. Também é uma estrada a ser trilhada e requer alguma experiência. Procure não se recriminar e use essa falha como um alerta sobre quais pontos precisam ser trabalhados.

É isso, então. Como vimos, para ser aprovado num concurso é necessário ter o conhecimento adequado, mas não é o suficiente. O amadurecimento de como fazer a prova pode colocar um candidato menos preparado em melhores condições do que aquele que sabe toda a matéria, mas não estabelece uma estratégia eficiente na hora de demonstrar seu conhecimento. Precisamos cuidar para que tudo trabalhe a nosso favor, e possamos sair da prova com a certeza de ter empenhado todos os nossos recursos na direção do melhor resultado.

Trecho retirado do meu livroComo Vencer a maratona dos Concursos Públicos  

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qui 14 jul/2016

A importância das provas de concursos anteriores

009_Lia_Salgado_G1_28-06-2016Por que é tão importante resolver provas de concursos anteriores? Porque é muito difícil saber todo o conteúdo que consta do edital. Mas, para ser aprovado, é essencial saber muito bem o que será cobrado na prova. E, mais ainda, como será cobrado.

Acontece que as bancas têm características próprias e, se você tiver resolvido dezenas, centenas, milhares de questões da organizadora do seu concurso, a sensação de familiaridade e segurança permitirá que você saiba exatamente o que fazer durante a prova.

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ter 28 jun/2016

Quer fazer coaching para concursos? Tire dúvidas sobre o método

009_Lia_Salgado_G1_21-06-2016Na coluna de vídeo desta semana, a especialista Lia Salgado fala sobre o uso do coaching na preparação para concursos públicos. A colunista fala sobre o método e como os candidatos podem utilizá-lo para deixar sua rotina de estudo mais efetiva para conseguir uma aprovação.

O coaching ou consultoria é um recurso relativamente novo na preparação para concurso público e pode funcionar muito bem.

Na prática, o trabalho funciona com o de um personal trainer de academia e reduz bastante as dificuldades que os candidatos enfrentam na preparação, porque não sabem qual material utilizar e ficam perdidos. A maioria também tem muita dificuldade para organizar o horário de estudo e distribuir as matérias.

Alguns orientadores promovem encontros presenciais, individuais ou em grupo, com os alunos. Mas já é muito comum a orientação pela internet, por meio de vídeo-conferência.

A partir de uma entrevista inicial é possível conhecer o histórico do aluno, seu perfil e expectativas. Com base nessas informações é traçado o plano de trabalho.

Confira a matéria e assista ao vídeo clicando aqui

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ter 21 jun/2016

Quer fazer concurso público? Conheça três áreas de atuação

009_Lia_Salgado_G1_14-06-2016Retomando o tema “áreas de concurso e as atividades envolvidas”, vamos comentar mais três áreas muito procuradas pelos candidatos: segurança pública, fiscalização, e planejamento, gestão e controle. O primeiro post falou sobre as áreas bancária, administrativa e de tribunais.

1) Área de segurança pública   

Esta é uma área com características que atrai candidatos por ser mais dinâmica, podendo envolver riscos. Há cargos em diversos segmentos: Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, polícias civis dos estados e DF, polícias militares dos estados e DF, bombeiro militar, polícia legislativa (Câmara e Senado, assembleias legislativas, câmaras municipais).

2) Área fiscal

Muito procurada por quem decide prestar concursos públicos, em razão do bom nível salarial oferecido. As oportunidades estão no âmbito federal (Receita Federal), nos estados (ICMS) e municípios (ISS), o que amplia bastante o número de editais. As atribuições são similares, guardadas as peculiaridades de cada tributo. Os salários variam de acordo com a unidade da federação.

3) Área de planejamento, gestão e controle

Com preparação similar à da área fiscal e salários atraentes, o candidato pode ampliar as oportunidades, apenas com alguns ajustes. É necessário acrescentar as matérias de controle externo e auditoria governamental, além de aprofundar o estudo de AFO (administração financeira e orçamentária) e administração.

Confira a matéria clicando aqui

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ter 14 jun/2016

Você ouve vozes?

Cruzes! O que é isso?

Calma! Estou me referindo a vozes externas e internas que passam o tempo todo desviando você do objetivo: amigos, namorado(a) congêneres…

— Vamos sair hoje? Tem uma parada maneira…

— Vamos à praia?

Mães, filhos, cônjuges…

— Ai, você não liga mais para mim, nunca tem tempo para me dar atenção.

Diversos…

— Você ainda não passou? Será que adianta ficar estudando assim?

— E se você não passar, o que vai fazer? (essa foi do meu filho de 18 anos, antes da última prova; uma delícia…).

— Você não acha que precisa cuidar mais dos seus filhos? Nem tudo pode ser adiado! (o de 15 anos…).

E as internas, nossos “fantasmas” pessoais:

— Ai, meu Deus! E se eu não for capaz?

— E se eu ficar doente no dia da prova? Se sofrer um acidente?

— E se o concurso for anulado?

— E se me der um “branco”? Ou ainda:

— Nunca passo nas provas, sempre fui péssimo aluno, não tenho base…

Sugestão: faça-se de surdo. Dê um sorriso e diga:

— Vou fazer o meu melhor, pedir proteção; se ainda não for a minha hora, continuarei estudando.

Jogue fora todo aquele registro negativo. Você hoje é um adulto (ou quase) e tem algo que não tinha antes: maturidade. Isso faz toda a diferença. Verá. Fortaleça sua determinação, concentre todas as suas forças no concurso, de forma que todo o resto saia um pouco de foco. Durante todo o tempo, pergunte:

— Isso é importante para a prova? Está me ajudando a estudar?

Fora isso, só enxergue algo realmente grave, inadiável mesmo.

Voce_ouve_vozes

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qui 09 jun/2016