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Absorvendo as matérias

concurso-materias-iconeOlá!
Nosso “papo” de hoje trata de um tema espinhoso: dificuldades. Infelizmente (ou felizmente?) a vida é repleta dessas coisinhas que parecem vir somente para atrapalhar os nossos projetos, mas são exatamente elas que possibilitam urna real preparação para as provas da vida (ou dos concursos). Contratempos como concursos cancelados, suspensos, adiados, resultados abaixo do esperado, impedimentos inoportunos, etc. fazem uma seleção e eliminam os menos estruturados. É aí que muita gente se deixa derrotar e desiste de seus projetos. Outros, simplesmente aproveitam o momento para melhorar a preparação, enquanto aguardam a oportunidade seguinte. Uma excelente maneira de enfrentar as dificuldades, pelo menos no seu caso, concurseiro, é estudar. A fim de facilitar um pouco a sua tarefa, vou ensinar algumas técnicas de estudo (ou: como não dormir sobre os livros).

Em primeiro lugar, gostaria de lembrar que, quando você senta para estudar, é um atleta entrando em campo. Faça isso com disposição e alegria. Caso contrário, o seu cérebro se “desligará” da tarefa, porque você estará transmitindo uma mensagem de desinteresse (e ele é muito obediente aos seus comandos, pode acreditar!). Então, se esse é o caminho para conquistar o que você está buscando – uma vida nova, com muito mais qualidade (e dinheiro, claro!)-, adote uma postura compatível com a importância do projeto.

Cabe lembrar que o conhecimento precisa de sucessivas repetições para ser assimilado. Como um atleta, você repetirá o treino inúmeras vezes (é… tantas assim), ou seja, irá do inicio ao fim da matéria várias vezes.

É importante, ainda, tornar o estudo algo dinâmico, já que a monotonia leva ao tédio, ao sono e ao desinteresse. Por este motivo, a cada vez você verá a matéria de uma forma diferente.

Uma boa prática é iniciar pelas anotações de aula (é o que você tem de mais familiar). Procure compreender o conteúdo, mas não se preocupe em assimilar (decorar, memorizar ou o nome que for). Assinale as dúvidas para saná-las posteriormente com o professor ou mesmo com algum colega.

Leia um ponto da matéria no caderno, o mesmo ponto no livro (de concurso, preferencialmente das editoras especializadas, por terem qualidade comprovada), e faça exercícios didáticos do livro sobre o mesmo assunto, imediatamente após. Assim, você retém 70% a mais de informações (palavras do Renato Alves, recordista de memória no Brasil). Resolva os exercícios consultando a teoria.

Com este método, o cérebro permanecerá atento ao trabalho, porque você está solicitando seus serviços. Quando apenas lemos a matéria, o cérebro não se sente necessário e vai “pensar em outras coisas”, ao que chamamos de dificuldade de concentração. Siga para o ponto seguinte. Quando concluir o horário de estudo daquela matéria (sempre respeitando o planejamento feito no início do mês), assinale onde está. No dia em que voltar a ela, retome dali para a frente. Quando chegar ao fim de todo o conteúdo, volte ao início.

Nesse segundo momento, repita o procedimento anterior (caderno, livro), faça fichas-resumo e grife as partes mais importantes no livro. Isto fará com que você sintetize as informações, que serão melhor fixadas. Faça novos exercícios. Consulte sempre a teoria.

Concluída essa etapa, passamos à fase 3: revise suas fichas-resumo e faça provas anteriores (agora, sem consulta). Volte às fichas, mesmo para as questões que tiver acertado. Verifique se há algo a ser acrescentado, anote detalhes que você sempre esquece e inclua exemplos de exercícios que você sempre erra. Esse material vai ser o seu apoio para urna revisão nas semanas anteriores à prova.

Você vai perceber que, a cada retorno, a matéria fica mais clara, o entendimento é ampliado e o assunto vai sendo fixado naturalmente. Quando sair o edital, a maior parte do conteúdo já estará sedimentada e restarão poucas informações a serem decoradas.

Veja-se, sempre, como um atleta em treinamento, que inicia o condicionamento aos poucos, melhorando com o passar do tempo.

Para concluirmos, gostaria de fazer um alerta. É muito importante o equilíbrio entre a consciência do que já fizemos e a humildade de saber que sempre há algo a ser aprendido. O concursando que vence é aquele que se coloca com humildade diante da matéria e, assim, examina todo o conteúdo como se fosse a primeira vez. Desta forma, estará cada vez melhor preparado.

Confie. A vitória está cada vez mais próxima.

[matéria escrita para o Guia dos Concursos nº11]

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qui 06 out/2016

Concursos públicos e a Olimpíada

009_Lia_Salgado_G1_09-08-2016Difícil falar de concurso público num momento em que praticamente todos os olhares e pensamentos estão voltados para a Olimpíada. Mas quem está nessa pra valer precisa manter o foco no objetivo de ser aprovado.

O primeiro desafio é exatamente este: conseguir cumprir as metas de estudo estabelecidas e não deixar as próximas semanas escoarem como se fossem um longo feriado. Porque não são.

Para não ficarmos totalmente de fora do clima olímpico, vamos lembrar as características importantes para os atletas, e não será difícil observar que e os requisitos necessários para a vitória no esporte também levam ao sucesso em outras áreas da vida, em especial aqueles projetos de longo prazo.

Confira a matéria clicando aqui

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ter 09 ago/2016

Você ouve vozes?

Cruzes! O que é isso?

Calma! Estou me referindo a vozes externas e internas que passam o tempo todo desviando você do objetivo: amigos, namorado(a) congêneres…

— Vamos sair hoje? Tem uma parada maneira…

— Vamos à praia?

Mães, filhos, cônjuges…

— Ai, você não liga mais para mim, nunca tem tempo para me dar atenção.

Diversos…

— Você ainda não passou? Será que adianta ficar estudando assim?

— E se você não passar, o que vai fazer? (essa foi do meu filho de 18 anos, antes da última prova; uma delícia…).

— Você não acha que precisa cuidar mais dos seus filhos? Nem tudo pode ser adiado! (o de 15 anos…).

E as internas, nossos “fantasmas” pessoais:

— Ai, meu Deus! E se eu não for capaz?

— E se eu ficar doente no dia da prova? Se sofrer um acidente?

— E se o concurso for anulado?

— E se me der um “branco”? Ou ainda:

— Nunca passo nas provas, sempre fui péssimo aluno, não tenho base…

Sugestão: faça-se de surdo. Dê um sorriso e diga:

— Vou fazer o meu melhor, pedir proteção; se ainda não for a minha hora, continuarei estudando.

Jogue fora todo aquele registro negativo. Você hoje é um adulto (ou quase) e tem algo que não tinha antes: maturidade. Isso faz toda a diferença. Verá. Fortaleça sua determinação, concentre todas as suas forças no concurso, de forma que todo o resto saia um pouco de foco. Durante todo o tempo, pergunte:

— Isso é importante para a prova? Está me ajudando a estudar?

Fora isso, só enxergue algo realmente grave, inadiável mesmo.

Voce_ouve_vozes

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qui 09 jun/2016

Sono?

10527Estudar é ótimo… sonífero! Meio da manhã, após o almoço, ai… é mortal. E aí, fazer o quê?

Bom, a batalha começa na hora em que toca o despertador:

— Levanta, “tá” na hora!

— Ai, que preguiça… Preciso dormir mais um pouco… Só um pouquinho…

— Vamos lá, você tem um concurso! Seus concorrentes já estão estudando!

— “Tá” bom! “Tá” bom!

Ótimo! No diálogo interno entre o responsável e o malandro, venceu o guerreiro. A questão é que, quando vence o preguiçoso (ou o cansado mesmo; muitas vezes não é preguiça), na hora é ótimo, mas depois você se mortifica por não ter sido capaz de honrar a programação. Quando você cria coragem e se levanta da cama (ainda que seja no “piloto automático”), toma uma chuveirada, toma o café da manhã e senta-se para estudar, vem uma sensação de poder, de ter vencido a inércia. E é por ai. Todo dia a mesma batalha, como um viciado, Pense em vencer aquele momento, daquele dia.

E, no decorrer das horas, novamente aparece nosso vilão. As letras vão ficando difusas, os olhos fechando… Nessa hora, coragem. Lavar o rosto, tomar um café, mate, guaraná natural, qualquer coisa. Uma balinha também ajuda a espantar o tédio (quando passar, poderá pagar a conta do dentista). Biscoito, barra de cereais, maçã, o que mais lhe aprouver. Desde que ajude a superar a tentação de deitar e perder um tempo precioso.

Mas, existe uma exceção: há pessoas que precisam mesmo de um cochilo à tarde, de vinte minutos que seja, senão ficam imprestáveis. Dormem de qualquer jeito, sentadas, com o caderno na mão. Temos, então, duas opções: colocar oficialmente a tal soneca na programação (é o melhor) ou, se o caso não for tão grave, nos dias em que estiver insuportável, resignar-se e tirar os minutos de descanso onde estiver. Tenho um amigo que deitava nas cadeiras mesmo, sob a mesa da sala de estudo; minutos depois, levantava totalmente recuperado. O pessoal das bibliotecas costuma não gostar muito, mas acho que só deitar a cabeça sobre a mesa é aceitável.

Mas, por favor, não vá tomar energéticos à noite e depois perder as horas de sono, porque ficou “ligado”. Aí “entorta” tudo.

Uma noite, vi um amigo tomar uma bebida energética no intervalo da aula. Depois, ele bebeu mais uma. Eu perguntei:

— Caramba! Isso não tira o seu sono?

E ele:

— Não. Quer dizer, será que foi por isso que ontem só consegui dormir às duas e tal?

Enfim, é necessário dormir na hora de dormir, o melhor possível, um número de horas suficiente para o seu ritmo. Estudar na hora de estudar.

Para se ter uma ideia, o meu maior sonho para quando acabassem as provas era poder dormir um dia inteiro, sem culpa, tal era o cansaço…

E não se iluda; é uma batalha constante:

dormir ou estudar;

passear ou estudar;

namorar ou estudar;

ir à praia ou estudar;

fazer nada ou estudar.

Mantenha-se firme: estudar ou estudar. E mais: não é “estudar para passar”, mas “estudar até passar”. Depois que colher os resultados, verá que valeu a pena!

Sono_____________________________________________________________________

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seg 16 maio/2016

De novo?

Preciso comentar sobre minha difícil relação com a Contabilidade. Logo que iniciei o básico, sentou-se ao meu lado um rapaz que respondia a tudo o que o professor de Contabilidade perguntava. Fiquei impressionada e perguntei:

– Você sabe tudo?

Ao que ele respondeu:

– É a terceira vez que faço esse módulo, com professores diferentes.

E eu:

– Ah! – Enquanto pensava: “Nossa, que cara burro!”

Bom, fiz o primeiro módulo. Acompanhei até um ponto e depois “travei”. Não entendia mais nada e limitava-me a copiar a matéria. Quando o professor iniciava um assunto novo, às vezes eu conseguia acompanhar alguma coisa, mas depois “viajava” novamente. Fiquei apavorada e achei que o professor era péssimo (afinal, eu sou tão inteligente…).

Reclamei no curso e permitiram-me assistir novamente à matéria com outro professor. Aceitei. Refiz o módulo até o fim e isso serviu para eu conseguir finalmente entender quais as contas seriam ou creditadas e em quais situações. E só.

Depois disso, tentei estudar sozinha para superar as dúvidas e caminhei um pouco mais. Já conseguia entender alguma coisa, mas não concluía exercício algum.

Pedi nova orientação ao curso e decidimos que eu assistiria às aulas em fitas de vídeo (faz tempo isso..). Passei uma semana inteira acordando e dormindo com aquelas fitas; não fazia mais nada. E foi ótimo!

Podia dar um pause no professor toda vez que não entendia alguma coisa e, assim, revi toda a matéria (pela terceira vez). Já tendo sanado uma boa parte das dúvidas, aquilo permitiu-me um salto de qualidade. Passei a fazer metade das questões dos simulados e a entender a correção.

Ainda assim, aquele continuava sendo meu ponto fraco. Um tempo depois, peguei um material com um amigo – professor de Contabilidade para não contadores. Achei que podia ser a minha salvação. É verdade que ajudou bastante a compreender a lógica da coisa, mas ainda precisava de mais.

Também fiz um módulo de exercícios com um terceiro professor, por indicação de uma amiga. Outro passo.

Depois, surgiu a oportunidade de refazer a teoria com outro professor (o quarto).

Após tudo isso, no carnaval de 2002, peguei novamente todas as fitas do primeiro professor e fiz um resumo da matéria, desta vez acompanhando tudo. Sucesso total!

Mesmo assim, no auge do concurso do ISS-RJ, ainda estava insegura com a tal de Contabilidade. Na semana seguinte à primeira prova, comprei o livro indicado pela banca e praticamente o esgotei, procurando fazer todos os exercícios.

Bom, pelas minhas contas, foram seis módulos completos, mais tentativas solitárias… A meu favor, tenho a declarar que sou formada em Direito. Enfim, nem sempre as coisas foram muito fáceis…

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qui 07 abr/2016

Veja como lidar com a ansiedade antes e durante a prova

009_Lia_Salgado_G1_-16-02-2016Ser concurseiro é investir em algo que ainda não está visível, abrir mão de coisas agora em nome de um futuro melhor.

E dá medo. De vez em quando a gente se pergunta: será que eu não estou maluca? Estou sem dinheiro e gastando com material de estudo. Ou sem dinheiro e só estudando, sem procurar emprego. E se as coisas não derem certo no final? E se eu não passar?

Acho que quase todo mundo passa por isso. Mas se a decisão foi tomada, o importante é seguir em frente e qualificar cada vez mais a preparação. Só não é aprovado quem desiste.

E, para lidar com a pressão que às vezes beira o insuportável, é importante ter alguns cuidados.

Construir uma rotina equilibrada para reduzir o estresse, com sono, alimentação e atividade física.

Confira a matéria e assista ao vídeo clicando aqui

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ter 16 fev/2016

Falando Sério

focusTenho pensado muito sobre as dificuldades dos concurseiros. Antigamente, o que mais aparecia eram dificuldades na compreensão das matérias, falta de dinheiro, falta de tempo. Ultimamente, tenho percebido um fato novo: a quantidade de pessoas que simplesmente não consegue estudar. Perdem-se na hora de acordar ou passam horas se “atualizando nas redes sociais”, ou passeando pela Internet à procura de materiais e são “fisgadas” por vídeos motivacionais e cursos com técnicas infalíveis. Enganam-se que estão envolvidas com o estudo, mas na verdade estão apenas perdendo um tempo precioso, que fará muita falta quando o edital sair (e na hora da prova).

O que dizer? O que dizer? O que pode tocar profundamente alguém que deseja ser aprovado, mas não se move verdadeiramente para que isso aconteça?

Eu sei que muitas vezes você até acha que está estudando o que pode. Eu estou sendo exigente. Estou mesmo. Mas o mundo também é. Milhares de pessoas vão fazer a mesma prova que você. E muitas delas se prepararam a sério.

Sabe? Talvez seja cedo para você. Quem sabe você ainda seja muito jovem e não esteja tão convencido(a) de que o concurso público seja a melhor opção de trabalho. Talvez você tenha uma condição de vida estável e não precise muito – isso não é problema algum. Talvez ainda seja suficiente um emprego aqui e outro ali, com salário razoável, se você não tem grandes necessidades financeiras por enquanto. Ok. Então, talvez seja melhor abandonar mesmo o projeto e curtir a vida. Estou falando sério. É mais coerente do que viver se culpando, se cobrando porque acha que deveria estar estudando. Mais tarde, se for o caso, você volta. As portas estarão sempre abertas.

Mas se você não tem alternativa financeira, não tem família que dê suporte ou tem clareza de que esta é uma excelente escolha para a sua vida profissional e realmente deseja trabalhar com a segurança de um bom salário, e ainda assim não consegue aproveitar integralmente o número de horas de que dispõe para estudar sem distrações, alguma coisa séria precisa ser feita. Agora.

Há soluções criativas que podem ajudar você a cumprir os horários. Por exemplo, se você tivesse um emprego, não estaria lá na hora certa? O estudo é o seu emprego no momento. Outra opção é marcar com algum amigo(a) para estudar na biblioteca. O compromisso com alguém também ajuda a sermos mais responsáveis. E, como essas, há diversas alternativas para que você se comprometa. Mas você precisa querer.

E não estamos falando apenas de concurso público. Isso serve para qualquer projeto de vida, dos menores aos grandiosos.

Acreditar que as coisas vão se resolver por um passe de mágica ou sorte é não ter os pés no chão.

Conheço muitas histórias de pessoas que venceram superando obstáculos inimagináveis. Em todas elas havia uma característica em comum: as pessoas batalharam incansavelmente, mesmo que em alguns momentos a situação fosse desesperadora. Tentaram um caminho, outro e outro, até conseguirem. Essas são as pessoas que vencem, que superam, que constroem histórias de vida que gostamos de ouvir. Elas não são mais fortes, mais capazes ou melhores do que você. Apenas, sabiam que precisavam se dedicar para conquistar o que desejavam. E foram até o fim.

Muita gente gostaria de ser um servidor público, ter um bom salário, segurança, qualidade de vida. Alguns, quando ouvem falar da quantidade de matérias a serem estudadas, nem tentam. Você resolveu iniciar o projeto. Mas está mesmo investindo a sua vida nele?

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qui 29 out/2015

Fazer a diferença

Na cidade onde moro existem muitos vendedores de coco na orla da praia. Ao que parece, todos compram do mesmo fornecedor, porque vejo a caminhonete parando e fazendo a entrega. Todos vendem o coco pelo mesmo preço.

Acontece que há um rapaz (ele nem tem um quiosque, é só uma carrocinha) que vende sorrindo. Isso mesmo. Sempre que passo por lá, ele dá bom dia, com um sorriso.

E tem mais: ele oferece papel-toalha para o cliente, tem lixos separados para reciclagem, agora tem um banner escrito “vendemos coco” em diversas línguas e, da última vez que fiz a pausa ali, depois da caminhada,  ofereceu uma banana madurinha (uma delícia!), sem acréscimo no preço.

Algumas dessas coisas talvez custem dinheiro para ele e reduzam um pouco o lucro. Mas o movimento de clientes é ininterrupto. Sem falar nas pessoas que passam caminhando e o cumprimentam. Ao que ele responde, sempre com um sorriso.

Certa vez, numa conversa mais demorada eu soube que ele estava passando por sérios problemas de família. E conduzindo de maneira firme e lúcida, fazendo o que era preciso. Confiando que tudo se resolveria dali a um tempo.

Enquanto isso, continuava a vender o seu coco, atendendo seus clientes e passando um dia agradável de trabalho.

Eu já o acompanho há alguns anos e a cada vez que o visito vejo que ele criou uma melhoria, um mimo para seus clientes. Nem sempre foi assim. No início, havia apenas o sorriso. E isso mudou tudo.

Podemos fazer as coisas de qualquer jeito. Ou podemos fazê-las bem feitas.

Ou podemos fazer realmente a diferença.

diferenca

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qui 27 ago/2015

Concursos no segundo semestre: veja dicas para intensificar o estudo – Lia Salgado no G1

009_Lia_Salgado_G1_21-07-2015Os concursos do segundo semestre estão para sair e os candidatos precisam intensificar o estudo para não fazer feio na hora da prova. Sabemos que o estudo fora da sala de aula é o que efetivamente faz a diferença na qualidade da preparação, já que o candidato vai se debruçar sobre os materiais e trabalhar os conteúdos, cumprindo diversas etapas. Você sabe bem como fazê-lo?

Planejamento
Você já deve ter um planejamento para o mês todo, definindo os horários e as matérias a serem estudadas a cada dia. Se ainda não tomou essa providência, este será o primeiro passo.

Confira a matéria clicando aqui

ter 21 jul/2015

A prática transforma

Hoje quero propor uma coisa diferente. Mas, é preciso fazer. Por favor, experimente.

Sente-se de forma confortável, com a coluna ereta.

Inspire profundamente.

Agora expire len-ta-men-te, até esvaziar completamente os pulmões.

Mais uma vez: inspire; expire.

Uma vez mais: inspire lenta e profundamente.

Expire vagarosamente.

meditation-courses11

Esta é uma prática poderosa, que acalma a mente, afasta os ruídos e permite que, aos poucos, você tenha melhor concentração e atenção. Pode ser feita diversas vezes ao longo do dia e sempre que for iniciar o estudo.

É possível que você tenha sentido dificuldade ao inspirar – como se o ar não entrasse – ou ao expirar – como se houvesse pouco ar para sair.

Isso acontece mesmo, mas vai se modificando aos poucos, com a prática. Não é preciso lutar. Apenas fazer, com atenção.

De modo geral, achamos que é preciso um esforço enorme para conquistar alguma coisa, e que somente pessoas muito especiais conseguem fazê-lo. Mas a vida tem me mostrado uma perspectiva diferente: para conquistar alguma coisa é preciso fazer algo simples… repetidas vezes.

E talvez esteja aí o maior problema: queremos ser premiados em nossos primeiros esforços e temos muita dificuldade de seguir fazendo aquilo que sabemos ser necessário até que os resultados apareçam.

Talvez, se questionássemos menos e simplesmente praticássemos… Assim como na meditação, não é preciso planejar as consequências, o bem-estar que virá. Ele virá, sutilmente.

Quando iniciamos uma atividade física, em pouquíssimo tempo nos sentiremos com mais disposição. Mas será necessário algum tempo para percebermos nosso corpo diferente. Mas, se continuarmos a praticar, um belo dia seremos surpreendidos pelas mudanças.

A mesma coisa acontece com o estudo. Você precisa sentar-se e estudar. Pode ser difícil, talvez cansativo, mas faça. Não há fórmula mágica, técnica infalível. Apenas estude. Um dia após o outro. Sem preocupar-se se no passado você achava a matéria difícil, sem expectativas de se vai efetivamente aprender. Estude. Uma hora, quando você menos esperar, perceberá que consegue permanecer atento e concentrado por bastante tempo, que está acumulando conhecimento e que a preparação já é uma realidade na sua vida.

Parabéns, você terá se tornado um concurseiro!

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qui 09 jul/2015