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Como lidar com a pressão da família e dos amigos?

Toda vez que tomamos a decisão de investir num projeto, de um jeito ou de outro impactamos também a vida de pessoas ao nosso redor. Em consequência, elas reagem e interferem – ou tentam – no que estamos fazendo.

Um fator a ser considerado é que quem está fora da situação nem sempre (ou quase nunca) conhece a fundo a dinâmica interna do processo. E, por conta disso, pode ter uma visão irreal do que estamos fazendo e dos resultados que estamos obtendo.

Há ainda outras pressões às quais a gente é submetida durante a trajetória de preparação até ser aprovada no concurso desejado. É praticamente inevitável.

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ter 31 jan/2017

Mesmo com restrições, concursos públicos devem acontecer em 2017

009_lia_salgado_g1_13-12-2016A gente precisa lembrar que a iniciativa privada também não está maravilhosa. Não temos uma grande oferta de empregos. Trabalhar por conta própria é delicado por causa da economia. Parece que 2017 é um ano para quem tem coragem, foco e determinação

Os concursos vão acontecer, isso é fato. O candidato tem que apontar para o concurso com o qual ele tenha mais afinidade. Não há uma área específica, mas ele tem que se preparar. O que se espera para o próximo ano é uma oferta de concursos razoável, mas com um número de vagas menor. A concorrência vai ser um pouco maior, porque a oferta de vagas deve ser menor. Mas o candidato deve se preparar, o mais rapidamente possível.

Então, em 2017 devemos ter um ano que vai exigir determinação especial para vencer, seja na área que for.

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ter 13 dez/2016

Foi reprovado em um concurso? Saiba o que fazer

009_lia_salgado_g1_25-10-2016Só quem já passou por isso sabe qual é a sensação de fazer um concurso sabendo que tem condições de aprovação e, quando vai conferir o gabarito, descobre que ficou fora.

Ninguém fica muito abalado quando tem consciência de que ainda não está preparado, que não estudou todo o conteúdo. O que dói, de verdade, é ter a certeza de que fez o melhor, dedicou-se ao máximo e não foi suficiente.

A primeira coisa que vem à cabeça é: Eu nunca vou conseguir. Se eu fiz todo o possível e isso não foi suficiente, não há como melhorar. Vou desistir definitivamente dessa loucura que é passar em concurso público.

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ter 25 out/2016

Absorvendo as matérias

concurso-materias-iconeOlá!
Nosso “papo” de hoje trata de um tema espinhoso: dificuldades. Infelizmente (ou felizmente?) a vida é repleta dessas coisinhas que parecem vir somente para atrapalhar os nossos projetos, mas são exatamente elas que possibilitam urna real preparação para as provas da vida (ou dos concursos). Contratempos como concursos cancelados, suspensos, adiados, resultados abaixo do esperado, impedimentos inoportunos, etc. fazem uma seleção e eliminam os menos estruturados. É aí que muita gente se deixa derrotar e desiste de seus projetos. Outros, simplesmente aproveitam o momento para melhorar a preparação, enquanto aguardam a oportunidade seguinte. Uma excelente maneira de enfrentar as dificuldades, pelo menos no seu caso, concurseiro, é estudar. A fim de facilitar um pouco a sua tarefa, vou ensinar algumas técnicas de estudo (ou: como não dormir sobre os livros).

Em primeiro lugar, gostaria de lembrar que, quando você senta para estudar, é um atleta entrando em campo. Faça isso com disposição e alegria. Caso contrário, o seu cérebro se “desligará” da tarefa, porque você estará transmitindo uma mensagem de desinteresse (e ele é muito obediente aos seus comandos, pode acreditar!). Então, se esse é o caminho para conquistar o que você está buscando – uma vida nova, com muito mais qualidade (e dinheiro, claro!)-, adote uma postura compatível com a importância do projeto.

Cabe lembrar que o conhecimento precisa de sucessivas repetições para ser assimilado. Como um atleta, você repetirá o treino inúmeras vezes (é… tantas assim), ou seja, irá do inicio ao fim da matéria várias vezes.

É importante, ainda, tornar o estudo algo dinâmico, já que a monotonia leva ao tédio, ao sono e ao desinteresse. Por este motivo, a cada vez você verá a matéria de uma forma diferente.

Uma boa prática é iniciar pelas anotações de aula (é o que você tem de mais familiar). Procure compreender o conteúdo, mas não se preocupe em assimilar (decorar, memorizar ou o nome que for). Assinale as dúvidas para saná-las posteriormente com o professor ou mesmo com algum colega.

Leia um ponto da matéria no caderno, o mesmo ponto no livro (de concurso, preferencialmente das editoras especializadas, por terem qualidade comprovada), e faça exercícios didáticos do livro sobre o mesmo assunto, imediatamente após. Assim, você retém 70% a mais de informações (palavras do Renato Alves, recordista de memória no Brasil). Resolva os exercícios consultando a teoria.

Com este método, o cérebro permanecerá atento ao trabalho, porque você está solicitando seus serviços. Quando apenas lemos a matéria, o cérebro não se sente necessário e vai “pensar em outras coisas”, ao que chamamos de dificuldade de concentração. Siga para o ponto seguinte. Quando concluir o horário de estudo daquela matéria (sempre respeitando o planejamento feito no início do mês), assinale onde está. No dia em que voltar a ela, retome dali para a frente. Quando chegar ao fim de todo o conteúdo, volte ao início.

Nesse segundo momento, repita o procedimento anterior (caderno, livro), faça fichas-resumo e grife as partes mais importantes no livro. Isto fará com que você sintetize as informações, que serão melhor fixadas. Faça novos exercícios. Consulte sempre a teoria.

Concluída essa etapa, passamos à fase 3: revise suas fichas-resumo e faça provas anteriores (agora, sem consulta). Volte às fichas, mesmo para as questões que tiver acertado. Verifique se há algo a ser acrescentado, anote detalhes que você sempre esquece e inclua exemplos de exercícios que você sempre erra. Esse material vai ser o seu apoio para urna revisão nas semanas anteriores à prova.

Você vai perceber que, a cada retorno, a matéria fica mais clara, o entendimento é ampliado e o assunto vai sendo fixado naturalmente. Quando sair o edital, a maior parte do conteúdo já estará sedimentada e restarão poucas informações a serem decoradas.

Veja-se, sempre, como um atleta em treinamento, que inicia o condicionamento aos poucos, melhorando com o passar do tempo.

Para concluirmos, gostaria de fazer um alerta. É muito importante o equilíbrio entre a consciência do que já fizemos e a humildade de saber que sempre há algo a ser aprendido. O concursando que vence é aquele que se coloca com humildade diante da matéria e, assim, examina todo o conteúdo como se fosse a primeira vez. Desta forma, estará cada vez melhor preparado.

Confie. A vitória está cada vez mais próxima.

[matéria escrita para o Guia dos Concursos nº11]

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qui 06 out/2016

Veja estratégias para encarar sem medo as matérias

009_Lia_Salgado_G1_13-09-2016Será que existem matérias impossíveis de serem aprendidas por alguns candidatos? Ou é apenas uma questão de persistência?

Não é raro um candidato dizer que não aprende determinada disciplina e optar por concursos que não a cobrem na prova. Acontece que as matérias que costumam causar problemas constam de quase todos os concursos e fica difícil eliminá-las da programação de estudo, porque essa atitude reduziria muito o leque de oportunidades. É o caso de português, direitos, todas que envolvam matemática (seja como matemática mesmo, ou como raciocínio lógico, estatística, matemática financeira e outras).

Portanto, é mais produtivo desconsiderar o registro de que a matéria é muito difícil ou de que você não é capaz de dominá-la. De modo geral, essa é uma marca de infância, dos tempos de escola. Mas o momento agora é outro e a motivação para aprender é muito diferente, porque não é mais uma imposição externa dos pais ou professores, mas o desejo de alguém que está empenhado em transformar a própria vida.

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ter 13 set/2016

Depressão

Eu sofria de depressão e tive recomendação terapêutica de começar a correr diariamente, na tentativa de evitar o uso de medicamentos. Sou adepta do naturalismo e achei uma excelente troca, já que não gosto de tomar remédios.

Decidi começar a correr na praia, porque, sendo um lugar onde me sinto muito bem, achei que tornaria a tarefa mais amena. Meu filho mais velho dispôs-se a acompanhar-me.

No primeiro dia, fiz um breve alongamento, caminhei uns metros para aquecer e disparei o cronômetro quando comecei a correr. Quando não aguentava mais; travei o marcador e olhei: um minuto e quinze segundos! Quase caí para trás — eu precisava correr vinte minutos, pelo menos, para obter algum resultado!

Bom, levei aproximadamente uma hora para correr os tais vinte minutos. Corria, andava, descansava, voltava a correr.

Meu filho, de personal trainer, motivando, estimulando-me a vencer meus limites.

Quinze dias depois, eu já corria os vinte minutos em dois períodos de dez, com um pequeno intervalo para normalizar a respiração. Um mês após, corria vinte e cinco minutos, sendo: quinze minutos, pausa e mais dez minutos, com tranquilidade.

Controlei a depressão, e era essa corrida que me dava forças para vencer o stress nas épocas mais tensas da preparação.

Por isso, falo em persistência. Qualquer coisa que iniciamos, em qualquer área, requer dedicação, perseverança. Assim é com um atleta, obrigado a treinar horas e horas perseguindo uma melhor performance, superando seus próprios limites, muitas vezes enfrentando dor e medo.

Assim deve ser o concursando.

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sex 26 ago/2016

Como enfrentar a pressão familiar durante a preparação para concursos?

009_Lia_Salgado_G1_02-08-2016Eu entendo que quando a gente inicia um projeto está assumindo a responsabilidade por ele e não deve depender que as pessoas próximas estejam obrigatoriamente envolvidas.

Claro que quando se pode contar com o apoio de familiares e amigos é excelente, é o melhor dos mundos. Mas essa não pode ser uma condição. O projeto é pessoal e o salário também será.

Uma boa iniciativa é ter uma conversa honesta sobre os planos de fazer concurso público, e mostrar de que forma a vida será transformada depois da aprovação e as novas perspectivas que vão se surgir.

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ter 02 ago/2016

Sono?

10527Estudar é ótimo… sonífero! Meio da manhã, após o almoço, ai… é mortal. E aí, fazer o quê?

Bom, a batalha começa na hora em que toca o despertador:

— Levanta, “tá” na hora!

— Ai, que preguiça… Preciso dormir mais um pouco… Só um pouquinho…

— Vamos lá, você tem um concurso! Seus concorrentes já estão estudando!

— “Tá” bom! “Tá” bom!

Ótimo! No diálogo interno entre o responsável e o malandro, venceu o guerreiro. A questão é que, quando vence o preguiçoso (ou o cansado mesmo; muitas vezes não é preguiça), na hora é ótimo, mas depois você se mortifica por não ter sido capaz de honrar a programação. Quando você cria coragem e se levanta da cama (ainda que seja no “piloto automático”), toma uma chuveirada, toma o café da manhã e senta-se para estudar, vem uma sensação de poder, de ter vencido a inércia. E é por ai. Todo dia a mesma batalha, como um viciado, Pense em vencer aquele momento, daquele dia.

E, no decorrer das horas, novamente aparece nosso vilão. As letras vão ficando difusas, os olhos fechando… Nessa hora, coragem. Lavar o rosto, tomar um café, mate, guaraná natural, qualquer coisa. Uma balinha também ajuda a espantar o tédio (quando passar, poderá pagar a conta do dentista). Biscoito, barra de cereais, maçã, o que mais lhe aprouver. Desde que ajude a superar a tentação de deitar e perder um tempo precioso.

Mas, existe uma exceção: há pessoas que precisam mesmo de um cochilo à tarde, de vinte minutos que seja, senão ficam imprestáveis. Dormem de qualquer jeito, sentadas, com o caderno na mão. Temos, então, duas opções: colocar oficialmente a tal soneca na programação (é o melhor) ou, se o caso não for tão grave, nos dias em que estiver insuportável, resignar-se e tirar os minutos de descanso onde estiver. Tenho um amigo que deitava nas cadeiras mesmo, sob a mesa da sala de estudo; minutos depois, levantava totalmente recuperado. O pessoal das bibliotecas costuma não gostar muito, mas acho que só deitar a cabeça sobre a mesa é aceitável.

Mas, por favor, não vá tomar energéticos à noite e depois perder as horas de sono, porque ficou “ligado”. Aí “entorta” tudo.

Uma noite, vi um amigo tomar uma bebida energética no intervalo da aula. Depois, ele bebeu mais uma. Eu perguntei:

— Caramba! Isso não tira o seu sono?

E ele:

— Não. Quer dizer, será que foi por isso que ontem só consegui dormir às duas e tal?

Enfim, é necessário dormir na hora de dormir, o melhor possível, um número de horas suficiente para o seu ritmo. Estudar na hora de estudar.

Para se ter uma ideia, o meu maior sonho para quando acabassem as provas era poder dormir um dia inteiro, sem culpa, tal era o cansaço…

E não se iluda; é uma batalha constante:

dormir ou estudar;

passear ou estudar;

namorar ou estudar;

ir à praia ou estudar;

fazer nada ou estudar.

Mantenha-se firme: estudar ou estudar. E mais: não é “estudar para passar”, mas “estudar até passar”. Depois que colher os resultados, verá que valeu a pena!

Sono_____________________________________________________________________

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seg 16 maio/2016

De novo?

Preciso comentar sobre minha difícil relação com a Contabilidade. Logo que iniciei o básico, sentou-se ao meu lado um rapaz que respondia a tudo o que o professor de Contabilidade perguntava. Fiquei impressionada e perguntei:

– Você sabe tudo?

Ao que ele respondeu:

– É a terceira vez que faço esse módulo, com professores diferentes.

E eu:

– Ah! – Enquanto pensava: “Nossa, que cara burro!”

Bom, fiz o primeiro módulo. Acompanhei até um ponto e depois “travei”. Não entendia mais nada e limitava-me a copiar a matéria. Quando o professor iniciava um assunto novo, às vezes eu conseguia acompanhar alguma coisa, mas depois “viajava” novamente. Fiquei apavorada e achei que o professor era péssimo (afinal, eu sou tão inteligente…).

Reclamei no curso e permitiram-me assistir novamente à matéria com outro professor. Aceitei. Refiz o módulo até o fim e isso serviu para eu conseguir finalmente entender quais as contas seriam ou creditadas e em quais situações. E só.

Depois disso, tentei estudar sozinha para superar as dúvidas e caminhei um pouco mais. Já conseguia entender alguma coisa, mas não concluía exercício algum.

Pedi nova orientação ao curso e decidimos que eu assistiria às aulas em fitas de vídeo (faz tempo isso..). Passei uma semana inteira acordando e dormindo com aquelas fitas; não fazia mais nada. E foi ótimo!

Podia dar um pause no professor toda vez que não entendia alguma coisa e, assim, revi toda a matéria (pela terceira vez). Já tendo sanado uma boa parte das dúvidas, aquilo permitiu-me um salto de qualidade. Passei a fazer metade das questões dos simulados e a entender a correção.

Ainda assim, aquele continuava sendo meu ponto fraco. Um tempo depois, peguei um material com um amigo – professor de Contabilidade para não contadores. Achei que podia ser a minha salvação. É verdade que ajudou bastante a compreender a lógica da coisa, mas ainda precisava de mais.

Também fiz um módulo de exercícios com um terceiro professor, por indicação de uma amiga. Outro passo.

Depois, surgiu a oportunidade de refazer a teoria com outro professor (o quarto).

Após tudo isso, no carnaval de 2002, peguei novamente todas as fitas do primeiro professor e fiz um resumo da matéria, desta vez acompanhando tudo. Sucesso total!

Mesmo assim, no auge do concurso do ISS-RJ, ainda estava insegura com a tal de Contabilidade. Na semana seguinte à primeira prova, comprei o livro indicado pela banca e praticamente o esgotei, procurando fazer todos os exercícios.

Bom, pelas minhas contas, foram seis módulos completos, mais tentativas solitárias… A meu favor, tenho a declarar que sou formada em Direito. Enfim, nem sempre as coisas foram muito fáceis…

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qui 07 abr/2016

Vale a pena continuar estudando para concursos públicos?

009_Lia_Salgado_G1_05-04-2016Falar de concurso público num momento de conturbação política e econômica pode parecer um contrassenso, mas temos de trabalhar para pagar nossas contas. E se a sua escolha é fazer isso prestando um serviço público, não há qualquer problema. Diversas atividades são necessárias para o atendimento às necessidades da sociedade, e alguém tem de exercer essa tarefa. O fato de a ocupação dos cargos públicos acontecer de forma democrática e imparcial, por meio de avaliações objetivas quanto ao mérito dos candidatos e sujeitas a normas de segurança garante alguma estabilidade ao país e às instituições.

Então, tratando dos concursos: tempos de crise, medidas de crise. Por exemplo, se o edital que você esperava não tem grandes chances de sair por agora, fique atento a outras oportunidades que, podem não ser exatamente o que você desejava, mas darão condições para que você aguarde tempos mais favoráveis.

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ter 05 abr/2016