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Confie no caminho!

Quantas vezes na minha vida foram a crise e o caos que me obrigaram a olhar a situação de outra forma, a buscar atitudes diferentes que, no fim, terminaram por me conduzir a um lugar melhor do que aquele em que me encontrava. Muitas vezes, o que vemos como equilíbrio é, na verdade, uma situação precária de acomodação na escassez. Não nos motivamos a romper com aquilo, porque pode não ser tão bom, mas também não é tão ruim. E seguimos, ano após ano, sonhando com uma vida melhor sem dar qualquer passo nesse sentido, sem levar a sério nossos próprios desejos e possibilidades. Mas o próprio Aurélio apresenta uma definição interessante para o mesmo caosvazio obscuro e ilimitado que precede e propicia a geração do mundo.

Perfeito! Então, é disso mesmo que estamos falando. Muitas vezes é preciso que tudo saia do lugar, seja por questões econômicas, pessoais, ou quaisquer outras, para que se rompa o que considerávamos equilíbrio e tenhamos coragem de nos aventurar a sair de uma situação ruim – mas conhecida -, e descobrir que existem possibilidades muito melhores fora do nosso mundinho. O curioso é que, enquanto estamos parados, não enxergamos o caminho, nem os recursos de que dispomos para trilhá-lo. Somente quando nos colocamos efetivamente em movimento, e a cada passo, é que teremos clareza do passo seguinte. Neste sentido, se uma crise irrompe na nossa vida, ela vem nos encorajar a andar – afinal, não há muito a perder.

Então, “é caminhando que se faz o caminho”. Sugiro que faça isso com alegria, e não como quem carrega um fardo. Ser concurseiro é, antes de tudo, estar disposto a transformar-se a cada passo, é abandonar falsas crenças limitantes e ter a ousadia de se observar com isenção, sem julgamentos, para ajustar o projeto às mudanças que podem – e vão – aparecer a cada curva.

Retornando à questão da necessidade de se dar o primeiro passo, outro fato curioso são as dúvidas de quem ainda não iniciou os estudos. Por isso, elenquei o que observo com mais frequência e trouxe respostas simples que visam desmoronar esses obstáculos, que parecem, a primeira vista, intransponíveis, mas que são apenas miragens:

Nunca fui bom aluno; não tenho base.

O estudo para concurso é diferente daquele do período escolar: estamos ali porque queremos conquistar algo para nossa vida – é uma decisão nossa. Assim, a motivação é outra. Além disso, estamos mais velhos (ao menos um pouco) e maduros. Isto nos ajuda a ter uma postura que facilita, e muito, o aprendizado. É bastante comum ver alguém que inicia o estudo para concurso aprender coisas que nunca conseguiu compreender na escola. Isso o torna mais qualificado como pessoa, mesmo antes de ser aprovado.

Nunca estudei essas matérias.

As matérias são dadas desde o início, exatamente porque não se pressupõe que você já as tenha visto. Claro que cada um terá mais facilidade em um tipo de assunto e menos em outro, de acordo com o perfil individual, mas todos são capazes de aprender.

Já tenho idade. Como vou superar os mais jovens?

Eu tinha 38 anos quando comecei a me preparar para concurso, com 4 filhos (os pequenos com 3 e 6 anos), separada e sem estudar há mais de 15 anos. Hoje, sou fiscal. Conheço, ainda, o caso de um homem que passou para auditor da Receita Federal com 60 anos. Considero um exemplo de coragem alguém chegar a essa idade e buscar •uma vida melhor. Afinal, enquanto estamos vivos, vale a pena!

Enfim, esses e tantos outros argumentos são irreais e desnecessários. Funcionam como uma desculpa para não dar o primeiro passo. Foi o que ouvi uma vez de um professor: vocês querem desculpas ou querem passar? E eu, que tinha todas as “desculpas” do mundo, disse para mim mesma: eu não quero desculpas; eu vou passar! Só gostaria de lembrar que é uma caminhada considerável, sim, até tornar-se servidor público. Mas o prêmio será usufruído pelo resto da vida!

Outra “doença” que costuma acometer os que se prepararam para concursos público é a impressão, após algum tempo, de não estar saindo do lugar, como se o estudo não produzisse resultados. O que quase ninguém observa é que todo projeto demanda tempo para ter resultados visíveis: se estamos sedentários e decidimos iniciar algum esporte; se iniciamos uma dieta de emagrecimento; se iniciamos o estudo de urna nova língua; e até mesmo se vamos criar uma nova empresa. Na verdade, há uma infinidade de exemplos em que precisamos investir dedicação durante certo tempo para percebermos algo acontecer. Penso que a ansiedade pelos resultados e cobrança interna nos impedem de respeitar e apreciar o tempo necessário para o surgimento dos primeiros frutos. Em dado momento, nos surpreendemos compreendendo as matérias, acompanhando as aulas com mais facilidade e respondendo às perguntas do professor.

Nunca estudei essas matérias.
As matérias são dadas desde o início, exatamente porque não se pressupõe que você já as tenha visto. Claro que cada um terá mais facilidade em um tipo de assunto e menos em outro, de acordo com o perfil individual, mas todos são capazes de aprender.
Já tenho idade. Como vou superar os mais jovens?

Então, confie no caminho. Como um peregrino, observe o cenário a sua volta. Os concursos continuam, sim, acontecendo. Podem ser locais, regionais ou nacionais. A cada um, avalie a oferta com objetividade quanto à remuneração, local e tipo de trabalho; analise suas reais condições e decida para onde direcionar seus passos. A dúvida é saudável e faz com que tenhamos cuidado na escolha. O medo também faz parte e cumpre a função de nos manter plenamente atentos. Infelizmente, não posso dizer quantas passos você terá de dar até a sua aprovação, mas posso garantir que ela está a sua espera. Siga, dê os passos necessários, e conquiste o seu prêmio!

Um beijo e ótimo caminho.

 

confie_caminho

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qui 22 set/2016

Pulando o dia de estudo

Existe aquele dia em que você acorda todo compenetrado, decidido a ter um dia produtivo de estudo. Arruma-se, toma café e senta-se para estudar (ou vai para a biblioteca). Pega a ficha da programação, vê a matéria, abre livros e cadernos sobre a mesa e começa a ler. De repente, você percebe que já passou três páginas e não se lembra de nada, nem sequer do assunto. Resolve voltar. Lê em voz alta. Sente-se um papagaio idiota. O pensamento está longe. Começa a lembrar-se das tarefas e outras providências pendentes. O que fazer?

Depende. Tente todas as alternativas que conhece: lavar o rosto, café, comer algo. Tente alterar a programação e fazer exercícios, em vez de ler. Se continuar desconcentrado, relaxe. Escreva uma lista das coisas que tem pra fazer. Às vezes, isso afasta os “ruídos” da mente e você pode voltar a estudar. Mas, se nada disso funcionar, ou existir algo concreto tirando sua concentração, talvez seja melhor resolver as pendências, mesmo usando o tempo de estudo. Ou sai para dar uma caminhada, espairecer mesmo. Procure não se culpar. Volte, tome um banho (para mim, pelo menos, é ótimo) e reinicie. Ou não. Há dias em que, simplesmente, não dá. O estudo não rende de jeito algum. Então “pule” esse dia.

Só tenha cuidado para que isso não seja uma constante. Se estiver ocorrendo sempre, você precisa tomar uma providência: procure rever seus passos e verifique o que pode estar faltando para o seu bem-estar. Porque senão os dias passam, o concurso chega e você não estará preparado.

Trecho retirado do meu livroComo Vencer a maratona dos Concursos Públicos 

pulando_o_dia

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qui 18 fev/2016

Onde estão os concursos públicos? – Lia Salgado no G1

009_Lia_Salgado_G1_07-07-2015Todo mundo já ouviu falar em concurso publico, mas nem sempre é muito claro onde estão as oportunidades. E, em tempos de crise econômica, não é raro ser levantada a suspeita de que os concursos podem acabar.

Mas basta observar a organização do nosso país – de dimensões continentais – para perceber que isso não seria possível. O Brasil é organizado em três áreas de poder: executivo, legislativo e judiciário. E divide-se em estados e municípios, além da esfera federal (União).

Essa estrutura precisa funcionar e atender às necessidades da sociedade nos mais variados aspectos. De modo geral, os titulares dos órgãos – presidentes e diretores – são cargos de livre nomeação, ou seja, não exigem concurso público. Mas os cargos que exigem conhecimento técnico e os cargos administrativos (independentemente do nível de escolaridade) são preenchidos por meio de concurso, conforme determina a Constituição Federal, em seu artigo 37, II.

Esse quadro de servidores de carreira carrega o conhecimento e garante a estabilidade e a continuidade das instituições, para que não se comece tudo do zero a cada troca de governo.

Na prática, veja onde estão situados alguns dos concursos mais importantes:

Confira a matéria clicando aqui

ter 07 jul/2015

Fique tranquilo, Concurso Público é democrático!

Que os concursos públicos são uma forma bastante democrática de acesso a uma vida melhor, com bom salário, segurança e condições de planejar o futuro, isso todo mundo sabe. Mas talvez escape a alguns os diversos aspectos em que a coisa se dá.

O ponto de vista mais óbvio é o da possibilidade de concorrerem pessoas de classes sociais, sexos, origens, estado civil, idades e outras características diferentes em absoluta igualdade de condições, dependendo apenas do seu desempenho na hora da prova.

Mas há outro fato que sempre me chamou bastante a atenção: não há data limite para ser aprovado. Isto significa que cada concurseiro pode se preparar no tempo que for possível, dentro das suas condições de vida. Então, cada um vai trilhar a sua maratona de acordo com o seu ritmo pessoal, que é definido por: disponibilidade maior ou menor de tempo para estudar, possibilidade ou não de ingressar num curso preparatório, dificuldades ou facilidades diante de determinadas matérias, existência ou não de hábito de estudo, entre outras. Assim, nosso atleta tem a chance de intensificar aos poucos sua preparação, sedimentando e aprofundando os conteúdos, amadurecendo a estratégia de prova, até a vitória final, que acontecerá quando ele estiver pronto. Por isso, acho que não vale a pena comparar-se com colegas de empreitada. Afinal, cada um tem a sua história e um diferente conjunto de fatores que interferem na caminhada.

Foi isso o que permitiu que eu, mulher, com certa idade, divorciada, quatro filhos, sem estudar há mais de dez anos e sérias dificuldades nas matérias exatas, ainda assim pudesse ser aprovada, após três anos, num concurso da área fiscal na cidade do Rio de Janeiro. Tenho amigos que passaram com menos tempo de estudo. Outros, que levaram mais ainda. Mas, todos os que seguiram estudando, são hoje servidores públicos. Cada um conquistou a vaga a seu tempo.

Mesmo em termos geográficos, o acesso aos concursos é hoje muito mais democrático. Há alguns anos, havia acentuada predominância dos grandes centros. Notadamente, Rio de Janeiro – por ter sido capital do país e ainda contar com muitos órgãos da Administração Pública, onde se construiu uma tradição de serviço público, e Brasília – por ser hoje a capital administrativa – apresentavam a maior concentração de candidatos bem preparados. Em outros pontos do país pouco se pensava em concurso como possibilidade de emprego. São Paulo, mesmo como grande centro, tem tradição de oferta de postos de trabalho na indústria e nas fábricas, e isso afastava um pouco o concurso público das perspectivas do cidadão.

O que vemos hoje é um interesse crescente por esse mercado. Concurso público está na ordem do dia em jornais, rádios, tvs, internet, sites de notícias. Passou a fazer parte da vida das pessoas. Todo mundo conhece alguém que é servidor ou está-se preparando para. A maioria das pessoas já pensou na possibilidade de se candidatar e deseja informações mais detalhadas. Isso criou um segmento na economia bastante rentável, inclusive. São cursos, editoras especializadas, feiras, que movimentam o mercado e empregam muita gente, não diretamente no serviço público, mas em razão dos concursos.

Acompanhando esse aumento da visibilidade dos concursos vem a tecnologia, trazendo o ensino à distância – seja via internet ou satélite – permitindo que pessoas nos mais distantes pontos do país tenham acesso aos mesmos professores que os candidatos de uma grande cidade. Cada opção oferece vantagens e desvantagens e a escolha deve ser feita conforme o perfil do concurseiro. A internet talvez seja um pouco fria, em razão de o aluno estudar sozinho em casa, sem compartilhar o dia a dia de outros concurseiros (apesar de que também temos fóruns de discussão, que minimizam esse isolamento). Por outro lado, pode-se assistir às aulas no horário mais conveniente para o aluno e não há despesas com transporte, nem gasto de tempo com trânsito e engarrafamentos. Já o ensino via satélite, utilizado por cursos que se multiplicam em franquias pelo país, oferece a vantagem da qualidade da informação de professores experientes localizados em tradicionais pólos de concurso, aliada à convivência em salas de aula, onde a troca de experiências permite que o aluno sinta-se parte de um grupo que tem o mesmo projeto de vida. Isso suaviza um pouco as dificuldades, que são comuns a todos, e potencializa os ganhos.

Atualmente, temos ainda opções gratuitas em sites e blogs especializados que, além de orientações, muitas vezes oferecem aulas sobre diversos conteúdos e questões para treino.

Bons tempos esses, em que existem oportunidades de qualidade, com possibilidades para todos, o que garante efetivamente a democracia no acesso aos concursos públicos.

Aproveite, então, e construa o seu modelo de preparação. Encontre o seu jeito de caminhar para a vitória!

o tempo de cada um

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sex 06 jun/2014

Conheça o livro – Como Vencer a Maratona dos Concursos Públicos

Confira uns trechos do meu livro:

“MARÇO A SETEMBRO DE 2000

Quando comecei a estudar, morava em Niterói, Pendotiba e tinha aula no Centro do Rio três vezes por semana. Saía de casa às 7h da manhã e retornava mais ou menos à 1.30h da tarde. Almoçava já no ateliê, para ir-me inteirando de como estavam as coisas. Trabalhávamos até as seis ou sete da noite, quando assumia minhas funções de mãe e dona de casa. Depois que os pequenos (3 e 6 anos) dormiam, eu ia estudar um pouco. Quando aguentava.”

“QUANTAS HORAS POR DIA?

Quando a gente começa a estudar para concurso, em geral, não tem a menor ideia de como fazer. A experiência anterior que temos é dos tempos de colégio ou de faculdade. De pouco serve, já que a proposta é bem diferente: a época de estudante exigia que conhecêssemos apenas uma parcela da matéria, a cada prova. A partir daí, os conteúdos seriam outros e não precisávamos estar preocupados em reter os anteriores. Ou, em alguns casos, o assunto seguinte se apoiava no anterior e, de qualquer forma, seria simples manter aquelas informações vivas na memória.
A dinâmica do concurso é outra e, dependendo da vaga almejada, pode ser necessário ter o domínio absoluto de algo em torno de vinte disciplinas! Todas ao mesmo tempo, para sermos testados num mesmo momento. Às vezes com intervalo de uma semana entre duas provas, o que dá praticamente no mesmo.”

No livro, eu procurei abordar as questões que mais me afligiam enquanto estudava e, hoje, observo que as minhas dúvidas eram iguais às de todo concurseiro.

Talvez você queira saber:

Não passei: por quê? Por quê? POR QUÊ?!

Uma matéria por vez ou todas juntas?

Dia Livre + Atividade Física = Continuidade

Qual concurso escolher?

Enfim, o edital…

O dia “D”: A PROVA…

Acho que com isso dá para ter uma noção razoável de como é o livro. Bastante gente que leu diz que gostou muito. Quem não gostou… teve a delicadeza de não me dizer. (rs)

Um beijo e bons estudos!

Como Vencer a Maratona dos Concursos Públicos – 5ª edição – à venda nas lojas físicas em todo o Brasil ou pelo site

Capa do Livro em 3D

qui 29 maio/2014

Internet: ferramenta ou distração?

the-internet

Não há como negar que a internet faz parte da vida dos concurseiros (aliás, de todo mundo!), para o bem ou para o mal. E é exatamente essa a nossa questão: você está conseguindo utilizar os excelentes recursos de acesso a notícias, sites especializados, blogs, facebook, twitter e outros mais exclusivamente para alavancar o seu projeto de preparação e fora do tempo de estudo?

……

Era o que eu temia…

Não podemos negar a enormidade de recursos disponíveis para quem está estudando. O grande problema é que é fácil dar a desculpa (pra si mesmo) de que está pesquisando coisas importantes e, assim, deixar o computador ligado na sua frente o tempo todo. Com isso, vai dar uma olhadinha no fb, checar o twt e as horas de estudo escoando…

Sugiro, em primeiro lugar, que você defina o horário para se informar na rede. Como se fosse o noticiário do dia, marque hora de início e fim. Acredito que limitar a pesquisa a meia hora ajudará a ser mais seletivo e objetivo. Talvez o melhor seja logo de manhã, para quem está só estudando. Senão, use parte da hora do almoço para isso ou o fim do dia, quando já tiver encerrado o estudo. E não se preocupe: não vai acontecer nada no mundo dos concursos que você não possa esperar 24 horas para saber (na hipótese de a notícia sair logo após o seu “jornal”). Não há providência que precise ser tomada em menos tempo do que isso. Claro que se o seu concurso estiver em andamento, é importante olhar o site da banca examinadora ao menos pela manhã e à noite, pra saber se saiu algum resultado, alteração no edital, prazo para recurso, etc.. Mas isto requer uma olhada rápida, apenas pra ver se há novidade. Não vale se perder dali para outra página, para outra e, mais uma vez, atrapalhar o estudo ou o sono…

Por isso, tenho bastante cuidado ao postar coisas, tanto aqui no blog quanto no face e até mesmo no twitter, que possam tomar o seu tempo sem estar retornando em benefício para a sua preparação ou, ao menos, para o seu bem-estar.

Tenho buscado essa medida: o equilíbrio entre a nossa proximidade, que é muito prazerosa, e a consciência do momento que você está vivendo. Não quero estimular o hábito de “big brother”, de ficar falando da minha vida sem que isso tenha um real propósito para você.

Por isso, proponho que você crie uma disciplina para a pesquisa na internet. E que, por favor, não fique logado enquanto estuda. Acostume-se a entrar uma vez por dia (e sair, claro!). E tenha foco. Saiba aonde ir, o que está buscando, e não se perca navegando de um site a outro, de um blog a outro… Você sabe bem do que eu estou falando, não é?

Outra providência interessante é ter uma lista de links importantes para estar informado sobre as novidades relativas aos concursos e orientações. Mesmo assim, considero saudável manter um senso crítico permanente: se o tempo consumido for excessivo ou infrutífero, faça uma seleção e exclua alguns. Mesmo que seja eu… (rs) O papo é gostoso, interagir pela rede é uma forma de não estar tão só, mas você tem algo importante a realizar e o tempo é precioso. Quando se tornar servidor terá a vida mais organizada e mais tempo livre para socializar. Durante a maratona, amigos –sejam eles reais ou virtuais– somente no horário de lazer. Então, papo furado no face, só no domingo… E sugiro desistir de todos os joguinhos, que são uma distração a mais. Você não vai morrer por isso, garanto! São atitudes necessárias a quem está mesmo comprometido com o projeto e quer obter o resultado.

E, por favor, não veja isso como desinteresse pela sua presença. Muito ao contrário, é muito gostoso encontrar um comentário, uma mensagem carinhosa, mesmo um pedido de ajuda. Mas estou aqui para somar com você no projeto principal: vencer a maratona dos concursos públicos. E quero ser coerente com isso.

Um beijo e todo o meu carinho.

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qui 22 maio/2014

Fases da Preparação

fases

Uma analogia que também considero adequada aos concursos públicos é o vídeo game. Desculpem, mas isso faz parte da minha vida: meus quatro filhos são homens…

Em primeiro lugar, quando se inicia um jogo novo, não há ideia de como fazê-lo. Entretanto, este fato não intimida o jogador, que segue se divertindo, enquanto se familiariza com a trajetória. Também o concursando iniciante se depara com um mundo totalmente novo, com regras e códigos próprios. Até mesmo a linguagem utilizada tem suas peculiaridades. É uma boa estratégia encarar a situação com leveza e curiosidade, como se estivesse diante de um novo jogo.

O vídeo game apresenta fases preestabelecidas e o jogador terá de vencê-las, uma a uma, para seguir adiante. O jogo dos concursos também tem fases bastante previsíveis. Assim, muitas apreensões existem apenas em razão do desconhecimento das etapas da trajetória que leva à aprovação. O que é absolutamente natural, já que não há como conhecermos um caminho antes de passarmos por ele.

Fase 1 – a dúvida

Insatisfação com a perspectiva profissional: desemprego ou baixo salário e sem qualidade de vida. Alguém fala em concurso público; pensamos naquele amigo servidor, que parece estar muito bem de vida, vamos à banca e compramos um jornal de concursos. Visão do paraíso na Terra: bons salários, segurança, estabilidade. Telefonamos para alguns cursinhos e decidimos: vamos tentar!

Fase 2 – o início

No primeiro dia de aula (alguns preferem estudar sozinhos, em casa, mas penso que isso torna as coisas um pouco mais difíceis), estamos motivados, empolgados, já nos imaginamos servidores. Começam as matérias e… as dificuldades. Olhamos em volta e nos sentimos totalmente diferentes dos outros. Parece que todos ali têm facilidade no entendimento e assimilação do conteúdo, têm tempo livre para estudar, dinheiro para livros, e nenhum problema. Se pudéssemos saber um pouquinho dos outros, descobriríamos que cada um tem a sua dificuldade e são todas bem reais. A maior delas não é a falta de dinheiro, ou doença na família, ou problemas de concentração. A maior dificuldade… é a nossa. Claro! É esta que teremos de enfrentar.

Fase 3 – a caminhada

Começamos a perceber que é necessário encontrar uma organização para o estudo. Descobrimos a dificuldade de conciliar o estudo e a manutenção de várias matérias ao mesmo tempo. Sugiro que olhe para elas como se fossem jogadores do time e você é o treinador. Precisamos encontrar uma forma de trabalhar com todos eles ao mesmo tempo. Para isso, é importante fazer o planejamento mensal, com horários e matérias a serem estudadas. Procure treinar todos os jogadores a cada semana ou, na pior das hipóteses, a cada quinzena, para que eles não enferrujem. Claro que não vai esgotar o conteúdo de cada matéria a cada semana. Vai estudar dentro do horário estipulado, uma parte a cada vez.

Fase 4 – a pressão e o medo

Reclamações da família e amigos, medo de falhar, vontade de desistir. Tudo normal e dentro do esperado. A pressão aumenta na proporção do avanço da estrada. Quanto mais caminhamos, maior a cobrança – nossa e dos outros. Já é uma etapa avançada, de quem está chegando perto da vaga. Estamos há mais tempo “longe de casa”, mais cansados. Nada mais natural. Mas, por isso mesmo, falta muito menos do que faltava. Portanto, resista e siga adiante.

Fase 5 – a dor

Não é obrigatória, mas acontece com muita gente: “bater na trave”. Quase passamos. Dói muito. Mais do que quando somos reprovados bem longe das vagas. Foi o momento em que eu fraquejei e desisti. Conheço vários casos parecidos. Fique tranquilo. Você está quase lá mesmo. No próximo concurso, quem sabia mais do que você, passou no anterior e saiu da sua frente. Alguns desavisados – não leram essa coluna – desistiram por causa do insucesso naquela prova. Você seguiu na preparação. A próxima vaga é sua!

Vale lembrar que, no vídeo game, as fases apresentam grau de dificuldade cada vez maior, até que o jogo possa ser “zerado”. Durante esse percurso, o jogador “ganha bônus, vida, ou força”, conforme o estilo do jogo e, por outro lado, pode “morrer” muitas vezes até conseguir passar de fase. Sempre achei muito interessante a reação dos meus meninos quando perdiam uma fase. Alegremente, reiniciavam o jogo para tentar mais uma vez. Não percebia, ali, qualquer vestígio de sensação de fracasso. Considero uma atitude bastante saudável e extremamente útil para os concurseiros. Existem, sim, momentos muito difíceis nessa estrada. Mas eles podem e devem ser enfrentados com naturalidade. Eventuais tropeços fazem parte do jogo e a única coisa a fazer é respirar fundo e reiniciar a partida. Afinal, a cada vez temos mais conhecimento, mais maturidade e compreensão de como as coisas funcionam nesse mundo dos concursos. Mais alguns passos e conquistará a aprovação e uma nova vida!

fases preparação

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qui 27 mar/2014

Dicas de Filmes 06 – Wall-E

Salve, salve, Concurseiros!

É véspera de carnaval… Mas sabemos que para chegar ao final da ‘maratona dos concursos públicos’ alguns sacrifícios precisam acontecer. Para que você tenha uma opção de lazer mais tranquila neste feriadão, aí vai minha dica de filme:

Wall e 531

Wall-E

Sinopse: 

O filme se passa 700 anos no futuro. O planeta está totalmente poluído e inabitável. A raça humana toda fugiu da Terra e vive em colônias no espaço. O único habitante remanescente é um simpático robô chamado Wall-E, responsável por reciclar o lixo do planeta. Wall-E vive solitário até que um dia uma robô-exploradora desce dos céus. Eva é seu nome e prontamente nosso robozinho se apaixona por ela. No entanto, quando Eva é levada embora misteriosamente, Wall-E se vê obrigado a jogar-se em uma missão no espaço para descobrir o paradeiro de seu amor.

Indicado para:

Toda a família!

Como já é costume da parceria Disney-Pixar, vemos novamente um filme capaz de entreter as crianças e emocionar os adultos. Wall-E nos leva a uma profunda reflexão sobre como estamos tratando nosso planeta, e mais: como estamos tratando a nós mesmos. Toda a comodidade e conforto que a vida moderna nos traz pode ter consequências físicas, sociais e emocionais para a vida humana. No filme, é preciso a aparição de uma máquina, a qual possui mais sensibilidade e humanidade que todos, para que as pessoas se mobilizem e acordem da espécie de transe em que entraram.

Ficha Técnica

Título Original: Wall-E

Origem: EUA, 2008

Duração: 97 minutos

Direção:  Andrew Stanton

Roteiro:  Andrew Stanton

Elenco: Ben Burtt, Elissa Knight, Jeff Garlin, Fred Willard

Pedro_MeloPedro Melo é produtor e cinéfilo.

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sex 28 fev/2014

Não Passei. Por quê?!

“É uma das piores sensações. Às vezes, a gente se sente preparada, acha que tem condições de passar e, quando chega o resultado, não conseguiu.

Dá raiva, medo, sentimento de rejeição e impotência. Inveja de quem passou. Vem à tona o nosso lado mais sombrio. Não se cobre. Deixe essas emoções fluírem. Chore, grite, encolha-se até que elas se acalmem. Isso pode levar alguns dias.

Depois, acenda uma luz dentro de você e lembre que perdeu somente uma batalha de uma guerra com várias oportunidades…”

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Capa_Edit

Você também já passou por isso?

Este é um trecho do meu livro em que comento um dos momentos mais difíceis na maratona de um concurseiro.

Depois de aprovada, eu decidi compartilhar a minha trajetória, porque percebi que as dificuldades que eu precisei enfrentar eram muito parecidas com as de outras pessoas, e que muita gente desistia no meio do caminho porque achava que jamais conseguiria.

Então eu precisava mostrar pra todo mundo que quem vence são pessoas comuns, que seguiram em frente apesar das pedras do caminho.

Para mais detalhes, conheça o livro “Como vencer a maratona dos Concursos Públicos” , escrito para inspirar a sua vitória.

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qui 20 fev/2014