Concursos: são comuns cartas marcadas, fraudes e vetos a tecnólogos?

009_Lia_Salgado_G1_12-04-2016Na coluna de vídeo desta semana, a especialista Lia Salgado tira dúvidas sobre as polêmicas dos concursos públicos e se as seleções aceitam diplomas de tecnólogos.

Como manter o ânimo para estudar quando milhões estão desempregados buscando uma vaga no serviço público e tanta gente diz que concurso é só para arrecadar e não para nomear?, questiona Marcelo Monteiro.

‘Cartas marcadas’
“Desde o meu primeiro concurso, quando eu tinha 18 anos, as pessoas diziam que seriam ‘cartas marcadas’. Por isso, eu nem estava estudando. Até que encontrei um colega da faculdade que disse que não era bem assim e que no concurso anterior tinha até sobrado vagas. Eu comecei a estudar com dois amigos. Fomos os três aprovados, nas primeiras colocações. Aquele foi o meu primeiro emprego”, conta Lia.

Confira a matéria e assista ao vídeo clicando aqui

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ter 12 abr/2016

De novo?

Preciso comentar sobre minha difícil relação com a Contabilidade. Logo que iniciei o básico, sentou-se ao meu lado um rapaz que respondia a tudo o que o professor de Contabilidade perguntava. Fiquei impressionada e perguntei:

– Você sabe tudo?

Ao que ele respondeu:

– É a terceira vez que faço esse módulo, com professores diferentes.

E eu:

– Ah! – Enquanto pensava: “Nossa, que cara burro!”

Bom, fiz o primeiro módulo. Acompanhei até um ponto e depois “travei”. Não entendia mais nada e limitava-me a copiar a matéria. Quando o professor iniciava um assunto novo, às vezes eu conseguia acompanhar alguma coisa, mas depois “viajava” novamente. Fiquei apavorada e achei que o professor era péssimo (afinal, eu sou tão inteligente…).

Reclamei no curso e permitiram-me assistir novamente à matéria com outro professor. Aceitei. Refiz o módulo até o fim e isso serviu para eu conseguir finalmente entender quais as contas seriam ou creditadas e em quais situações. E só.

Depois disso, tentei estudar sozinha para superar as dúvidas e caminhei um pouco mais. Já conseguia entender alguma coisa, mas não concluía exercício algum.

Pedi nova orientação ao curso e decidimos que eu assistiria às aulas em fitas de vídeo (faz tempo isso..). Passei uma semana inteira acordando e dormindo com aquelas fitas; não fazia mais nada. E foi ótimo!

Podia dar um pause no professor toda vez que não entendia alguma coisa e, assim, revi toda a matéria (pela terceira vez). Já tendo sanado uma boa parte das dúvidas, aquilo permitiu-me um salto de qualidade. Passei a fazer metade das questões dos simulados e a entender a correção.

Ainda assim, aquele continuava sendo meu ponto fraco. Um tempo depois, peguei um material com um amigo – professor de Contabilidade para não contadores. Achei que podia ser a minha salvação. É verdade que ajudou bastante a compreender a lógica da coisa, mas ainda precisava de mais.

Também fiz um módulo de exercícios com um terceiro professor, por indicação de uma amiga. Outro passo.

Depois, surgiu a oportunidade de refazer a teoria com outro professor (o quarto).

Após tudo isso, no carnaval de 2002, peguei novamente todas as fitas do primeiro professor e fiz um resumo da matéria, desta vez acompanhando tudo. Sucesso total!

Mesmo assim, no auge do concurso do ISS-RJ, ainda estava insegura com a tal de Contabilidade. Na semana seguinte à primeira prova, comprei o livro indicado pela banca e praticamente o esgotei, procurando fazer todos os exercícios.

Bom, pelas minhas contas, foram seis módulos completos, mais tentativas solitárias… A meu favor, tenho a declarar que sou formada em Direito. Enfim, nem sempre as coisas foram muito fáceis…

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qui 07 abr/2016

Vale a pena continuar estudando para concursos públicos?

009_Lia_Salgado_G1_05-04-2016Falar de concurso público num momento de conturbação política e econômica pode parecer um contrassenso, mas temos de trabalhar para pagar nossas contas. E se a sua escolha é fazer isso prestando um serviço público, não há qualquer problema. Diversas atividades são necessárias para o atendimento às necessidades da sociedade, e alguém tem de exercer essa tarefa. O fato de a ocupação dos cargos públicos acontecer de forma democrática e imparcial, por meio de avaliações objetivas quanto ao mérito dos candidatos e sujeitas a normas de segurança garante alguma estabilidade ao país e às instituições.

Então, tratando dos concursos: tempos de crise, medidas de crise. Por exemplo, se o edital que você esperava não tem grandes chances de sair por agora, fique atento a outras oportunidades que, podem não ser exatamente o que você desejava, mas darão condições para que você aguarde tempos mais favoráveis.

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ter 05 abr/2016

Planejar é preciso!

Uma coisa que significou um salto de qualidade na minha preparação foi quando descobri que poderia fazer um planejamento de estudo.

Até então a coisa funcionava de modo aleatório: todo o tempo livre de que eu dispusesse seria dedicado ao estudo. Ocorre que, como mãe de quatro filhos, chefe de família e trabalhando, isso era uma ilusão – não sobrava tempo. Então, eu ficava o tempo todo angustiada, culpada por não estar estudando enquanto realizava as tarefas a meu cargo. O tempo dedicado ao estudo era pequeno e de péssima qualidade, porque meio “roubado” de outros afazeres ou, na melhor das hipóteses, do sono…

Então, procure fazer uma ficha contendo quatro semanas (na primeira vez, inclua até o fim do mês em curso, mesmo que seja um período menor).

Nessa ficha, reserve tempo para:

• estudo;

• aulas;

• atividade física;

• compromissos de rotina de acordo com seu estilo de vida e necessidades – mercado, pagamentos etc;

• lazer.

De preferência, deixe uma certa folga (sem exagero) de forma que você possa absorver imprevistos indelegáveis e inadiáveis, sem comprometer muito o planejamento inicial.

Há duas coisas importantes a considerar nesse momento: é proposta para médio prazo; assim, não pode ser tão onerosa que comprometa sua continuidade – em outras palavras, tem de ser algo que você suporte viver por um período de tempo relativamente longo; a outra questão é que deve incluir um dia totalmente livre na semana, para garantir o rendimento da semana seguinte.

Na verdade, você estará fazendo um acordo com você mesmo: cumprir as obrigações com a certeza de que também haverá o tempo do prazer. Não é necessário, nem conveniente que você deixe de namorar, jogar futebol ou o que mais fizer parte da sua vida. Caso contrário, essas atividades represadas terminarão sabotando seu tempo de estudo.

Eu gostava de fazer o planejamento a lápis para poder reajustá-lo sempre que necessário. Por exemplo, o início de uma aula nova ou cancelamento de outra que já estava agendada alteravam o plano de estudo.

É claro que na ficha estará o ideal a ser atingido. Muitos fatores, externos e internos, podem interferir naquela programação e isso não é motivo para desespero (algum mau humor por conta da interrupção é aceitável).

Outro fator que altera totalmente o planejamento é a publicação do edital, porque aí deixamos de trabalhar para um futuro distante e passamos a ter uma data relativamente próxima. Nesse caso, vale até sacrificar alguns prazeres e delegar absolutamente tudo, já que será por um período de tempo bem mais curto – algo em torno de dois meses – e precisaremos convergir todos os esforços para estarmos efetivamente prontos.

Um aspecto interessante de programação é que, no momento de planejar, você estará motivado para alcançar a meta e não existe a preguiça de “encarar” a matéria. No dia de estudar, já terá um compromisso assumido com você mesmo e será mais fácil vencer o desânimo.

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qui 31 mar/2016

Decisão

– Vou estudar para concurso público.

– “Tá” doida? Esse é um jogo de cartas marcadas, há muita “marmelada”! Além disso, você passa e nunca é chamada…

Frases assim “encorajadoras”, você ouvirá de monte. Mas, se já tomou sua decisão, siga em frente. Há milhares de pessoas empregadas e felizes, usufruindo um salário fixo e estabilidade por conta de opção semelhante. E, claro, há as que desistiram no meio do caminho ou que nem chegaram a dar o primeiro passo.

Quando você entra nessa maratona, é, provavelmente, o último de uma multidão de corredores. Parece uma tarefa impossível. Não se preocupe com eles. Cuide de você. Prepare-se física e psicologicamente para a empreitada. É uma maratona! Cuide da alimentação, do sono, da saúde e do físico. Mexa-se!

Após algum tempo, os primeiros da fila sairão, ou porque passaram, ou porque desistiram. Você ficará mais perto.

Após mais algum tempo, outros sairão da sua frente, pelos mesmo motivos. Se você continuou, já estará nas primeiras filas. Chegará o momento em que não haverá ninguém na sua frente. Você está preparado, domina as principais matérias, aprendeu a estudar, está em plena condição. Passará no concurso que quiser! Mas esteja atento! Se parar de estudar por um período, corredores que estavam atrás passarão a sua frente e você perderá importantes posições. Torna-se mais difícil retomar a empreitada.

Portanto, como ouvi quando comecei, “só há dois tipos de candidato: o que desiste e o que passa”.

Em quanto tempo? Depende. Depende do tempo de que você dispõe para estudar. De quantos concursos estão acontecendo no momento (há alguns períodos de “entressafra” e outros com muitas oportunidades). Do tipo de concurso que você deseja ou de que pode participar. Mas é projeto para médio prazo, talvez dois ou três anos. Pode ser menos? Claro, muito menos! Um ano, por exemplo. Que tal?

É verdade que iniciar e manter um projeto como esse dá trabalho. Mas, e se você não fizer nada, o que acontecerá? Imagine sua vida daqui a cinco anos, dez quinze… O que, provavelmente, acontecerá? As mesmas queixas, sensação de impotência, aprisionamento.

Agora, imagine sua vida daqui a três anos (numa hipótese conservadora), se você começar a estudar do “zero”, com muitas dificuldades, mas não desistir? Como estará?

Salário garantido, emprego estável. E uma vida totalmente nova.

A escolha é sua.

Decisão

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qui 24 mar/2016

Todo mundo pode passar em concursos públicos?

009_Lia_Salgado_G1_22-03-2016Qualquer pessoa pode ser aprovada num concurso público? Sim e não. Em princípio, os concursos são acessíveis a qualquer pessoa que possua os requisitos exigidos para o cargo e se disponha a estudar o conteúdo cobrado. Há oportunidades para todos os níveis de escolaridade – desde o fundamental incompleto – e para cargos de variadas complexidades. Não é exigida experiência anterior e não há discriminação por sexo, idade, classe social, religião ou qualquer outra.

Então, parece que qualquer pessoa é capaz de conquistar a sua vaga.

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ter 22 mar/2016

As mulheres nos concursos públicos

Mulheres_ConcursosNesta semana, comemoramos a força das mulheres em sua eterna luta por igualdade e respeito. Eu não poderia ficar indiferente e decidi que este seria o tema da coluna.

Mas estou aqui para falar de concursos públicos. Bem, veremos que os dois assuntos estão intimamente relacionados.

Um importante aspecto que envolve a vida das mulheres é a sua autonomia, em todos os sentidos. Assim, nada melhor do que a possibilidade de conquistar um emprego que dependa somente da sua dedicação e que oferecerá como prêmio um trabalho em que não só os horários são respeitados, mas que também garante férias, 13º salário, licença-maternidade remunerada, se for o caso, e sem que olhem feio para você porque decidiu engravidar, entre outros benefícios. Além disso, a sua remuneração será exatamente igual à dos seus colegas. Deveria ser o normal, mas sabemos que não é o que ocorre de modo geral, na iniciativa privada.

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ter 08 mar/2016

Uma matéria por vez ou todas juntas?

Engraçado como tanta gente acha que seria melhor estudar uma disciplina até o fim, para somente depois passar para outra, e assim por diante.

Se pensarmos que os concursos mais simples cobram algo em torno de cinco matérias, e os mais complexos algo como vinte disciplinas diferentes, seria viável a estratégia de estudar uma por vez? Penso que seriam necessárias, minimamente, duas semanas para as matérias mais simples. Avaliando um concurso com poucas disciplinas, ao fim de alguns meses ainda teríamos segurança no conteúdo dos primeiros assuntos estudados.

Gosto de usar a analogia de que as matérias seriam um time de jogadores. No caso acima, estaríamos treinando um jogador até que ele estivesse muito bem, em técnica e preparo físico. Daí, colocaríamos o sujeito sentado no banco, enquanto treinávamos os outros. Parece claro que a boa forma obtida estaria absolutamente comprometida quando voltássemos a nos interessar por ele.

O mesmo acontece com o nosso cérebro, ainda mais com conteúdos muito novos. Falamos fluentemente a nossa língua porque a exercitamos todos os dias – falando, ouvindo, lendo, escrevendo, pensando. É comum aprendermos uma segunda língua e, quando não a utilizamos regularmente, perdermos completamente a fluência e o vocabulário após a conclusão do curso.

Acredito que podemos concluir que a melhor estratégia é treinar todos os jogadores simultaneamente, reservando tempo para cada um na semana ou quinzena. Vale dar mais atenção aos “piores jogadores” – ou seja, reservar mais tempo de estudo para as matérias em que tiver mais dificuldade -, a fim de elevá-los ao mesmo patamar dos outros. Daí a importância de ter um planejamento mensal com os horários de estudo e as matérias – para poder estabelecer de forma equilibrada o tempo de estudo e distribuição das disciplinas.

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● Coluna da semana no G1: ”INSS: veja dicas de estudo e cuidados com o Cebraspe”

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qui 03 mar/2016

INSS: veja dicas de estudo e cuidados com o Cebraspe

009_Lia_Salgado_G1_01-03-2015Na coluna de vídeo desta semana, a especialista Lia Salgado fala sobre o concurso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e também sobre a banca organizadora do concurso, o Cebraspe, antigo Cespe/UnB.

Segundo Lia, os candidatos podem adotar alguns cuidados para não serem surpreendidos pelo estilo da banca na hora de fazer a prova. O estudo deve contemplar todo o conteúdo listado no edital e grande parte dele ainda poderá ser aproveitado nos concurssos da área administrativa e também na área de tribunais.

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ter 01 mar/2016

Filhos Pequenos

Uma das coisas mais dolorosas do meu tempo de estudo era ter de ficar ausente da vida dos meus filhos.

No terceiro ano da minha maratona – depois de três reprovações e uma desistência – percebi que precisava fazer algo realmente diferente se queria ser aprovada. Foi aí que descobri as bibliotecas e quanto o tempo de estudo rendia mais do que em casa. Essa foi a parte boa da história. A ruim é que eu saía de casa às 8 horas da manhã e passava o dia todo na biblioteca. Saía de lá quando fechava, já de noite, ou às 5 horas da tarde, direto para o curso, nos dias em que havia aula e matérias específicas para o ISS. Retornava perto de 11 horas.

Com isso, só via as crianças pela manhã, antes de irem para a escola, e depois no outro dia, pela manhã, porque quando chegava elas estavam dormindo. Era muito ruim para todos nós, mas penso que foi o menorzinho quem mais sofreu. Ele era muito pequeno e ficava difícil explicar por que eu “desaparecia” de casa. Ele se agarrava às minhas pernas e chorava, pedindo para eu não ir para a “minha escola”. Perguntava se quando ele chegasse em casa da escola, eu estaria ali. E eu tinha que dizer que não estaria, que precisava estudar porque um dia ia “escrever umas coisas” (não havia como explicar o que era uma prova) e depois a gente ia ganhar muito dinheiro, eu ia comprar brinquedos, passear com ele, comer em restaurantes.

E ele ia para a escola e eu, para a biblioteca, com o coração despedaçado.

No fim da tarde, eram os irmãos mais velhos que cuidavam dos menores, davam jantar e os colocavam pra dormir. Muitas vezes ligavam pra mim, porque o caçula estava chorando…

Trecho retirado do meu livroComo Vencer a maratona dos Concursos Públicos 

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qui 25 fev/2016