A Estratégia do Guerreiro

GuerreiroDurante todo o tempo da prova, confie no trabalho que foi feito. Mesmo que apareça uma coisa que nunca viu, leia com calma e atenção e tente relacionar com algo que conheça. Um bom recurso é “conversar” com a prova, tentar perceber a intenção do examinador.

Cuidado com a letra, com as contas. Para não ser traído por uma observação confusa, tente organizar as anotações. Vale até usar a carteira como rascunho, se for de fórmica clara. Quando acabar a prova, apague tudo, por uma questão de gentileza…

Normalmente, o tempo é um fator primordial na hora da prova. Algumas pessoas dizem que é o maior inimigo. Prefiro achar que precisamos fazer dele nosso melhor aliado. Se tiver feito uma preparação correta, já terá escolhido a melhor estratégia a ser adotada, ordem de matérias etc.

Com base nisso, considero mais proveitoso responder, na ordem de matérias preestabelecida por você, a todas as questões em que não tenha dúvida e que não vão tomar muito tempo (cálculos demorados, por exemplo, ficam para depois). Ao lado das opções, acho interessante fazer algumas anotações que possam ajudar a decidir posteriormente, e circundar as questões em que tem dúvida.

Concentre-se numa questão de cada vez. É ler, marcar e seguir em frente. Se precisar pensar, pule para a seguinte, sem preocupação. Desta forma, vai garantir o maior número de pontos com o mínimo de tempo. Se você demorar muito em questões trabalhosas e depois não houver tempo suficiente para outras que talvez fossem simples, pode perder uma preciosa diferença em relação a outros candidatos.

Quando chegar à última matéria dê uma pequena pausa, alongue-se um pouco e faça algumas respirações mais profundas para recuperar o equilíbrio.

E se houver redação? Talvez seja melhor fazê-la logo após essa primeira “rodada” (salvo se não estiver conseguindo desenvolvê-la de jeito algum; ai é mais prudente adiantar as questões). Porque, quando voltar para a parte objetiva, já haverá certa tranquilidade de que tudo o sabe está feito e a redação, pronta.

Foi até o fim da prova uma vez? Retorne, então, à primeira matéria escolhida, com a consciência de que garantiu muitos pontos. Siga, novamente, até a última matéria, sem reler aquilo a que respondeu com segurança da primeira vez. Dedique-se às questões que dependem de você pensar um pouco mais, mas que não tomarão muito tempo. Por vezes, é só uma questão de compreender melhor o enunciado. A serenidade de já ter feito boa parte da prova torna o seu olhar mais preciso e a mente mais atenta. Muitas vezes, esta segurança é suficiente para enxergarmos coisas que haviam passado despercebidas na tensão do primeiro olhar. Dedique-se, também, às questões mais trabalhosas, mas às quais você sabe responder. Siga até o fim da prova.

Faça mais uma pequena pausa. Lembre-se de respirar calma e profundamente. Se necessário, vá ao banheiro (é bom “sair um pouco de cena”, para espairecer). Agora, com todos os pontos possíveis já garantidos, enfrente aquelas questões (espero que sejam pouquíssimas) que você não tem ideia do que sejam. Esse é o momento crucial: buscar no fundo da memória algo que você um dia ouviu ou leu, tentar recompor a informação necessária. Às vezes, brincar mesmo com a questão, fazer suposições (mesmo as absurdas), sei lá. De alguma forma, encontrar um caminho para escolher uma das opções. Se você estiver bem preparado, dificilmente será um “chute cego”. Use o bom senso, o tempo que tem, e escolha a opção mais razoável. Vale rezar para melhorar as chances…

Lembre-se do tempo para marcar o cartão de respostas. Considero mais seguro fazê-lo somente no fim da prova, uma questão por vez, com o máximo de atenção e cuidado.

Eu costumo sair da prova esgotada, pálida, como se tivesse “deixado a minha alma” lá. Afinal, é o momento de coroar todo o esforço feito anteriormente.

E, sabe? Aprendi uma coisa: o importante, ao terminar a prova, não é somente o resultado. É saber se você fez o seu melhor. Porque errar coisas que não sabia indica que precisa estudar mais. Mas, se houve realmente dedicação ao estudo e não estava ao seu alcance ainda, não há por que se cobrar. Agora, errar coisa que sabia é dureza. Dá uma tristeza enorme, porque você sabe que tinha condições e não fez. E aí? Talvez seja o caso de perceber que você necessita preparar-se melhor para o momento da prova. Também é uma estrada a ser trilhada e requer alguma experiência. Procure não se recriminar e use essa falha como um alerta sobre quais pontos precisam ser trabalhados.

É isso, então. Como vimos, para ser aprovado num concurso é necessário ter o conhecimento adequado, mas não é o suficiente. O amadurecimento de como fazer a prova pode colocar um candidato menos preparado em melhores condições do que aquele que sabe toda a matéria, mas não estabelece uma estratégia eficiente na hora de demonstrar seu conhecimento. Precisamos cuidar para que tudo trabalhe a nosso favor, e possamos sair da prova com a certeza de ter empenhado todos os nossos recursos na direção do melhor resultado.

Trecho retirado do meu livroComo Vencer a maratona dos Concursos Públicos  

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qui 14 jul/2016

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