Concurso público ou iniciativa privada? – parte I

009_Lia_Salgado_G1_27-09-2016No momento, manter o emprego tem sido uma tarefa delicada para muitas pessoas. Conseguir uma nova colocação no mercado de trabalho, mais ainda. De outro lado, os concursos públicos também não estão em sua melhor fase, com a suspensão na esfera federal e em alguns estados e municípios. Muitos concursos que estavam previstos têm sido adiados.

Mas essa não é a realidade absoluta: muita gente permanece empregada e há postos para quem procura. Quanto aos concursos, também continuam acontecendo.

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ter 27 set/2016

Confie no caminho!

Quantas vezes na minha vida foram a crise e o caos que me obrigaram a olhar a situação de outra forma, a buscar atitudes diferentes que, no fim, terminaram por me conduzir a um lugar melhor do que aquele em que me encontrava. Muitas vezes, o que vemos como equilíbrio é, na verdade, uma situação precária de acomodação na escassez. Não nos motivamos a romper com aquilo, porque pode não ser tão bom, mas também não é tão ruim. E seguimos, ano após ano, sonhando com uma vida melhor sem dar qualquer passo nesse sentido, sem levar a sério nossos próprios desejos e possibilidades. Mas o próprio Aurélio apresenta uma definição interessante para o mesmo caosvazio obscuro e ilimitado que precede e propicia a geração do mundo.

Perfeito! Então, é disso mesmo que estamos falando. Muitas vezes é preciso que tudo saia do lugar, seja por questões econômicas, pessoais, ou quaisquer outras, para que se rompa o que considerávamos equilíbrio e tenhamos coragem de nos aventurar a sair de uma situação ruim – mas conhecida -, e descobrir que existem possibilidades muito melhores fora do nosso mundinho. O curioso é que, enquanto estamos parados, não enxergamos o caminho, nem os recursos de que dispomos para trilhá-lo. Somente quando nos colocamos efetivamente em movimento, e a cada passo, é que teremos clareza do passo seguinte. Neste sentido, se uma crise irrompe na nossa vida, ela vem nos encorajar a andar – afinal, não há muito a perder.

Então, “é caminhando que se faz o caminho”. Sugiro que faça isso com alegria, e não como quem carrega um fardo. Ser concurseiro é, antes de tudo, estar disposto a transformar-se a cada passo, é abandonar falsas crenças limitantes e ter a ousadia de se observar com isenção, sem julgamentos, para ajustar o projeto às mudanças que podem – e vão – aparecer a cada curva.

Retornando à questão da necessidade de se dar o primeiro passo, outro fato curioso são as dúvidas de quem ainda não iniciou os estudos. Por isso, elenquei o que observo com mais frequência e trouxe respostas simples que visam desmoronar esses obstáculos, que parecem, a primeira vista, intransponíveis, mas que são apenas miragens:

Nunca fui bom aluno; não tenho base.

O estudo para concurso é diferente daquele do período escolar: estamos ali porque queremos conquistar algo para nossa vida – é uma decisão nossa. Assim, a motivação é outra. Além disso, estamos mais velhos (ao menos um pouco) e maduros. Isto nos ajuda a ter uma postura que facilita, e muito, o aprendizado. É bastante comum ver alguém que inicia o estudo para concurso aprender coisas que nunca conseguiu compreender na escola. Isso o torna mais qualificado como pessoa, mesmo antes de ser aprovado.

Nunca estudei essas matérias.

As matérias são dadas desde o início, exatamente porque não se pressupõe que você já as tenha visto. Claro que cada um terá mais facilidade em um tipo de assunto e menos em outro, de acordo com o perfil individual, mas todos são capazes de aprender.

Já tenho idade. Como vou superar os mais jovens?

Eu tinha 38 anos quando comecei a me preparar para concurso, com 4 filhos (os pequenos com 3 e 6 anos), separada e sem estudar há mais de 15 anos. Hoje, sou fiscal. Conheço, ainda, o caso de um homem que passou para auditor da Receita Federal com 60 anos. Considero um exemplo de coragem alguém chegar a essa idade e buscar •uma vida melhor. Afinal, enquanto estamos vivos, vale a pena!

Enfim, esses e tantos outros argumentos são irreais e desnecessários. Funcionam como uma desculpa para não dar o primeiro passo. Foi o que ouvi uma vez de um professor: vocês querem desculpas ou querem passar? E eu, que tinha todas as “desculpas” do mundo, disse para mim mesma: eu não quero desculpas; eu vou passar! Só gostaria de lembrar que é uma caminhada considerável, sim, até tornar-se servidor público. Mas o prêmio será usufruído pelo resto da vida!

Outra “doença” que costuma acometer os que se prepararam para concursos público é a impressão, após algum tempo, de não estar saindo do lugar, como se o estudo não produzisse resultados. O que quase ninguém observa é que todo projeto demanda tempo para ter resultados visíveis: se estamos sedentários e decidimos iniciar algum esporte; se iniciamos uma dieta de emagrecimento; se iniciamos o estudo de urna nova língua; e até mesmo se vamos criar uma nova empresa. Na verdade, há uma infinidade de exemplos em que precisamos investir dedicação durante certo tempo para percebermos algo acontecer. Penso que a ansiedade pelos resultados e cobrança interna nos impedem de respeitar e apreciar o tempo necessário para o surgimento dos primeiros frutos. Em dado momento, nos surpreendemos compreendendo as matérias, acompanhando as aulas com mais facilidade e respondendo às perguntas do professor.

Nunca estudei essas matérias.
As matérias são dadas desde o início, exatamente porque não se pressupõe que você já as tenha visto. Claro que cada um terá mais facilidade em um tipo de assunto e menos em outro, de acordo com o perfil individual, mas todos são capazes de aprender.
Já tenho idade. Como vou superar os mais jovens?

Então, confie no caminho. Como um peregrino, observe o cenário a sua volta. Os concursos continuam, sim, acontecendo. Podem ser locais, regionais ou nacionais. A cada um, avalie a oferta com objetividade quanto à remuneração, local e tipo de trabalho; analise suas reais condições e decida para onde direcionar seus passos. A dúvida é saudável e faz com que tenhamos cuidado na escolha. O medo também faz parte e cumpre a função de nos manter plenamente atentos. Infelizmente, não posso dizer quantas passos você terá de dar até a sua aprovação, mas posso garantir que ela está a sua espera. Siga, dê os passos necessários, e conquiste o seu prêmio!

Um beijo e ótimo caminho.

 

confie_caminho

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● Coluna da semana no G1: Como saber se um concurso vai abrir? Veja dicas

● Livro – Como Vencer a Maratona dos Concursos Públicos – à venda na Saraiva

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qui 22 set/2016

Como saber se um concurso vai abrir?

009_Lia_Salgado_G1_20-09-2016Em qualquer caso, é importante acompanhar a página do órgão ou instituição para onde são as vagas, além do site da banca organizadora, porque a responsabilidade da contratada vai somente até a homologação do concurso. As nomeações são informadas na página da administração pública.

Caso saiam os resultados finais de um concurso e o mesmo não ser homologado pela administração, cabe denunciar ao Ministério Público, para que o mesmo apure se há irregularidades.

Antes de saber se um concurso está próximo, os cursinhos tentam vender seus “peixes” como se todos os seus concursos fossem abrir edital dentro de um mês, e fico com medo de investir tempo e dinheiro, em algum concurso que não esteja tão próximo.

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ter 20 set/2016

Veja estratégias para encarar sem medo as matérias

009_Lia_Salgado_G1_13-09-2016Será que existem matérias impossíveis de serem aprendidas por alguns candidatos? Ou é apenas uma questão de persistência?

Não é raro um candidato dizer que não aprende determinada disciplina e optar por concursos que não a cobrem na prova. Acontece que as matérias que costumam causar problemas constam de quase todos os concursos e fica difícil eliminá-las da programação de estudo, porque essa atitude reduziria muito o leque de oportunidades. É o caso de português, direitos, todas que envolvam matemática (seja como matemática mesmo, ou como raciocínio lógico, estatística, matemática financeira e outras).

Portanto, é mais produtivo desconsiderar o registro de que a matéria é muito difícil ou de que você não é capaz de dominá-la. De modo geral, essa é uma marca de infância, dos tempos de escola. Mas o momento agora é outro e a motivação para aprender é muito diferente, porque não é mais uma imposição externa dos pais ou professores, mas o desejo de alguém que está empenhado em transformar a própria vida.

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ter 13 set/2016

A data da prova está chegando e o desânimo pegou? Veja o que fazer

009_Lia_Salgado_G1_06-09-2016É comum a gente ter uma percepção de qual é o nosso limite ao fazer determinada coisa e achar que não é possível ir além. Afinal, somos pessoas comuns.

Acontece que esse limite não é algo estabelecido necessariamente – nem prioritariamente – pelo corpo. De modo geral, o ponto máximo é aquele que nossa mente acredita ser o limite, não importando se está além ou aquém do corpo. Disso resulta um descompasso quando precisamos atingir uma meta que exija envolvimento da pessoa como um todo, com alto rendimento.

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ter 06 set/2016