Concursos: tire dúvidas sobre nomeação de candidatos aprovados

009_Lia_Salgado_G1_26-04-2016Na coluna de vídeo desta semana, a especialista Lia Salgado tira dúvidas dos internautas sobre a nomeação de candidatos aprovados em concursos. A colunista esclarece se existe um prazo ou data limite para a convocação para a posse.

No Paraná

“Passei num concurso público do estado do Paraná em 2014, que foi homologado em 04 de julho de 2014, e em setembro foram feitos os exames médicos. Existe prazo para nomeação após os exames? Outra dúvida: existe data limite do edital do resultado de escolha de vagas para o edital de nomeação? Ainda ninguém foi nomeado”, questiona Daniela Ragazzon.

Segundo Lia, o mais comum é que primeiro a nomeação seja publicada, depois os candidatos realizam os exames médicos, em seguida acontece a apresentação de documentos e perícia médica e somente depois é marcada a posse. “Há prazo legal entre a nomeação e a posse, em geral, de 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30, por solicitação do aprovado. O prazo é definido pela lei do servidor público de cada unidade da federação”, completa.

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ter 26 abr/2016

Veja 10 vantagens de prestar concursos para cargos de nível fundamental

009_Lia_Salgado_G1_19-04-2016Atualmente, os concursos públicos são uma opção de carreira bastante conhecida, mas não era assim há alguns anos, quando somente uns poucos – em geral quem já tinha familiares servidores – tinham alguma noção dessa possibilidade e de como funcionava. Eram conhecidos os concursos para o Banco do Brasil, para a Receita Federal e para juiz, basicamente.

Apesar disso, ainda hoje há oportunidades que pouca gente conhece e, por isso, não se preparara para aproveitar. É o caso dos concursos para nível fundamental. Alguns cargos aceitam mesmo a escolaridade incompleta. Além de oferecer as mesmas vantagens de outros concursos – segurança e bom salário (comparado à iniciativa privada, para o mesmo nível de escolaridade), acontecem com uma frequência talvez até maior do que concursos para outras formações. Num momento de baixa empregabilidade no país, vale conferir os detalhes.

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ter 19 abr/2016

A distância também funciona

Ao longo dessa quase uma década desde a minha aprovação, o mundo dos concursos públicos sofreu profundas transformações. Talvez a mais significativa seja a disseminação do ensino a distância. Quando eu iniciei os estudos, mesmo a internet não era acessível para qualquer pessoa. Quem não tinha boas condições financeiras (como era o meu caso) não tinha internet ou, se tivesse, a conexão era por meio de linha discada – um horror de lentidão. Mas a tecnologia se desenvolveu absurdamente e está cada vez mais disponível para outros segmentos da sociedade, com a invasão de computadores e celulares com internet.

Os cursos preparatórios, atentos a essa oportunidade, criaram os cursos a distância, que vieram democratizar verdadeiramente o conhecimento e o acesso às vagas no setor público em todo o país. Os cursos on-line, via internet, são muito úteis para quem está longe de um grande centro e não tem acesso a um curso presencial. E também para quem está num grande centro e prefere economizar tempo e despesa com deslocamento. Ou, ainda, para quem não tem possibilidade de assistir às aulas em horário convencionais – o curso via internet pode ser assistido no horário mais conveniente para o candidato. Alguns cursos permitem que o aluno assista a cada aula diversas vezes; outros deixam o curso disponível para o acesso ilimitado por período determinado de tempo (por alguns meses). Se o candidato estiver com mais dificuldade em alguma matéria, esse também é um excelente recurso, já que o possível interromper e repetir a explicação quantas vezes for preciso até a perfeita compreensão do assunto.

Mas há duas desvantagens. A primeira delas é o fato de que é preciso muita disciplina para não comprar o curso e adiar indefinidamente o início das aulas; ou assistir sem qualquer regularidade e levar um tempo enorme para concluir cada módulo. Qualquer das duas situações vai fazer com que se perca a vantagem de poder assistir às aulas de uma vez sem falar no tempo desperdiçado.

A outra desvantagem é o concursando ficar isolados das outras pessoas que têm um projeto similar e, com isso, deixar de trocar informações preciosas relacionadas a materiais, concursos iminentes e ouras dicas úteis e outras dicas úteis. Além disso, a oportunidade de compartilhar experiências – tanto boas quanto ruins – traz algum conforto emocional, tão necessário para quem está enfrentando essa maratona de estudos e privações.

Esse aspecto pode ser minimizado utilizando-se de fóruns de discussão relacionados a concursos públicos na internet. Alguns são até divididos por tipo de concurso e ali o candidato pode obter informações e se sentir fazendo parte de um grupo de iguais.

Trecho retirado do meu livroComo Vencer a maratona dos Concursos Públicos  

University students studying, from above

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● Coluna da semana no G1: ”Concursos: são comuns cartas marcadas, fraudes e vetos a tecnólogos? Especialista responde”

● Livro – Como Vencer a Maratona dos Concursos Públicos – à venda na Saraiva

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qui 14 abr/2016

Concursos: são comuns cartas marcadas, fraudes e vetos a tecnólogos?

009_Lia_Salgado_G1_12-04-2016Na coluna de vídeo desta semana, a especialista Lia Salgado tira dúvidas sobre as polêmicas dos concursos públicos e se as seleções aceitam diplomas de tecnólogos.

Como manter o ânimo para estudar quando milhões estão desempregados buscando uma vaga no serviço público e tanta gente diz que concurso é só para arrecadar e não para nomear?, questiona Marcelo Monteiro.

‘Cartas marcadas’
“Desde o meu primeiro concurso, quando eu tinha 18 anos, as pessoas diziam que seriam ‘cartas marcadas’. Por isso, eu nem estava estudando. Até que encontrei um colega da faculdade que disse que não era bem assim e que no concurso anterior tinha até sobrado vagas. Eu comecei a estudar com dois amigos. Fomos os três aprovados, nas primeiras colocações. Aquele foi o meu primeiro emprego”, conta Lia.

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ter 12 abr/2016

De novo?

Preciso comentar sobre minha difícil relação com a Contabilidade. Logo que iniciei o básico, sentou-se ao meu lado um rapaz que respondia a tudo o que o professor de Contabilidade perguntava. Fiquei impressionada e perguntei:

– Você sabe tudo?

Ao que ele respondeu:

– É a terceira vez que faço esse módulo, com professores diferentes.

E eu:

– Ah! – Enquanto pensava: “Nossa, que cara burro!”

Bom, fiz o primeiro módulo. Acompanhei até um ponto e depois “travei”. Não entendia mais nada e limitava-me a copiar a matéria. Quando o professor iniciava um assunto novo, às vezes eu conseguia acompanhar alguma coisa, mas depois “viajava” novamente. Fiquei apavorada e achei que o professor era péssimo (afinal, eu sou tão inteligente…).

Reclamei no curso e permitiram-me assistir novamente à matéria com outro professor. Aceitei. Refiz o módulo até o fim e isso serviu para eu conseguir finalmente entender quais as contas seriam ou creditadas e em quais situações. E só.

Depois disso, tentei estudar sozinha para superar as dúvidas e caminhei um pouco mais. Já conseguia entender alguma coisa, mas não concluía exercício algum.

Pedi nova orientação ao curso e decidimos que eu assistiria às aulas em fitas de vídeo (faz tempo isso..). Passei uma semana inteira acordando e dormindo com aquelas fitas; não fazia mais nada. E foi ótimo!

Podia dar um pause no professor toda vez que não entendia alguma coisa e, assim, revi toda a matéria (pela terceira vez). Já tendo sanado uma boa parte das dúvidas, aquilo permitiu-me um salto de qualidade. Passei a fazer metade das questões dos simulados e a entender a correção.

Ainda assim, aquele continuava sendo meu ponto fraco. Um tempo depois, peguei um material com um amigo – professor de Contabilidade para não contadores. Achei que podia ser a minha salvação. É verdade que ajudou bastante a compreender a lógica da coisa, mas ainda precisava de mais.

Também fiz um módulo de exercícios com um terceiro professor, por indicação de uma amiga. Outro passo.

Depois, surgiu a oportunidade de refazer a teoria com outro professor (o quarto).

Após tudo isso, no carnaval de 2002, peguei novamente todas as fitas do primeiro professor e fiz um resumo da matéria, desta vez acompanhando tudo. Sucesso total!

Mesmo assim, no auge do concurso do ISS-RJ, ainda estava insegura com a tal de Contabilidade. Na semana seguinte à primeira prova, comprei o livro indicado pela banca e praticamente o esgotei, procurando fazer todos os exercícios.

Bom, pelas minhas contas, foram seis módulos completos, mais tentativas solitárias… A meu favor, tenho a declarar que sou formada em Direito. Enfim, nem sempre as coisas foram muito fáceis…

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● Coluna da semana no G1: ”Vale a pena continuar estudando para concursos públicos?”

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qui 07 abr/2016

Vale a pena continuar estudando para concursos públicos?

009_Lia_Salgado_G1_05-04-2016Falar de concurso público num momento de conturbação política e econômica pode parecer um contrassenso, mas temos de trabalhar para pagar nossas contas. E se a sua escolha é fazer isso prestando um serviço público, não há qualquer problema. Diversas atividades são necessárias para o atendimento às necessidades da sociedade, e alguém tem de exercer essa tarefa. O fato de a ocupação dos cargos públicos acontecer de forma democrática e imparcial, por meio de avaliações objetivas quanto ao mérito dos candidatos e sujeitas a normas de segurança garante alguma estabilidade ao país e às instituições.

Então, tratando dos concursos: tempos de crise, medidas de crise. Por exemplo, se o edital que você esperava não tem grandes chances de sair por agora, fique atento a outras oportunidades que, podem não ser exatamente o que você desejava, mas darão condições para que você aguarde tempos mais favoráveis.

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ter 05 abr/2016