Todos os concursos valem a pena?

009_Lia_Salgado_G1_03-05-2016Uma dúvida que frequentemente atormenta os candidatos quando sai um edital é saber se determinado concurso vale ou não a pena. Claro que o quesito número um é o tipo de atividade a ser desempenhada, porque, se for incompatível com o perfil do candidato, não é edital que interesse. Além disso, há diversos fatores, como remuneração, quantidade de matérias que serão cobradas e local das vagas. Mas o aspecto mais difícil de julgar, muitas vezes, é o tipo de vaga oferecida e as reais possibilidades de ser chamado.

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ter 03 maio/2016

Concursos: tire dúvidas sobre nomeação de candidatos aprovados

009_Lia_Salgado_G1_26-04-2016Na coluna de vídeo desta semana, a especialista Lia Salgado tira dúvidas dos internautas sobre a nomeação de candidatos aprovados em concursos. A colunista esclarece se existe um prazo ou data limite para a convocação para a posse.

No Paraná

“Passei num concurso público do estado do Paraná em 2014, que foi homologado em 04 de julho de 2014, e em setembro foram feitos os exames médicos. Existe prazo para nomeação após os exames? Outra dúvida: existe data limite do edital do resultado de escolha de vagas para o edital de nomeação? Ainda ninguém foi nomeado”, questiona Daniela Ragazzon.

Segundo Lia, o mais comum é que primeiro a nomeação seja publicada, depois os candidatos realizam os exames médicos, em seguida acontece a apresentação de documentos e perícia médica e somente depois é marcada a posse. “Há prazo legal entre a nomeação e a posse, em geral, de 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30, por solicitação do aprovado. O prazo é definido pela lei do servidor público de cada unidade da federação”, completa.

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ter 26 abr/2016

Veja 10 vantagens de prestar concursos para cargos de nível fundamental

009_Lia_Salgado_G1_19-04-2016Atualmente, os concursos públicos são uma opção de carreira bastante conhecida, mas não era assim há alguns anos, quando somente uns poucos – em geral quem já tinha familiares servidores – tinham alguma noção dessa possibilidade e de como funcionava. Eram conhecidos os concursos para o Banco do Brasil, para a Receita Federal e para juiz, basicamente.

Apesar disso, ainda hoje há oportunidades que pouca gente conhece e, por isso, não se preparara para aproveitar. É o caso dos concursos para nível fundamental. Alguns cargos aceitam mesmo a escolaridade incompleta. Além de oferecer as mesmas vantagens de outros concursos – segurança e bom salário (comparado à iniciativa privada, para o mesmo nível de escolaridade), acontecem com uma frequência talvez até maior do que concursos para outras formações. Num momento de baixa empregabilidade no país, vale conferir os detalhes.

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ter 19 abr/2016

A distância também funciona

Ao longo dessa quase uma década desde a minha aprovação, o mundo dos concursos públicos sofreu profundas transformações. Talvez a mais significativa seja a disseminação do ensino a distância. Quando eu iniciei os estudos, mesmo a internet não era acessível para qualquer pessoa. Quem não tinha boas condições financeiras (como era o meu caso) não tinha internet ou, se tivesse, a conexão era por meio de linha discada – um horror de lentidão. Mas a tecnologia se desenvolveu absurdamente e está cada vez mais disponível para outros segmentos da sociedade, com a invasão de computadores e celulares com internet.

Os cursos preparatórios, atentos a essa oportunidade, criaram os cursos a distância, que vieram democratizar verdadeiramente o conhecimento e o acesso às vagas no setor público em todo o país. Os cursos on-line, via internet, são muito úteis para quem está longe de um grande centro e não tem acesso a um curso presencial. E também para quem está num grande centro e prefere economizar tempo e despesa com deslocamento. Ou, ainda, para quem não tem possibilidade de assistir às aulas em horário convencionais – o curso via internet pode ser assistido no horário mais conveniente para o candidato. Alguns cursos permitem que o aluno assista a cada aula diversas vezes; outros deixam o curso disponível para o acesso ilimitado por período determinado de tempo (por alguns meses). Se o candidato estiver com mais dificuldade em alguma matéria, esse também é um excelente recurso, já que o possível interromper e repetir a explicação quantas vezes for preciso até a perfeita compreensão do assunto.

Mas há duas desvantagens. A primeira delas é o fato de que é preciso muita disciplina para não comprar o curso e adiar indefinidamente o início das aulas; ou assistir sem qualquer regularidade e levar um tempo enorme para concluir cada módulo. Qualquer das duas situações vai fazer com que se perca a vantagem de poder assistir às aulas de uma vez sem falar no tempo desperdiçado.

A outra desvantagem é o concursando ficar isolados das outras pessoas que têm um projeto similar e, com isso, deixar de trocar informações preciosas relacionadas a materiais, concursos iminentes e ouras dicas úteis e outras dicas úteis. Além disso, a oportunidade de compartilhar experiências – tanto boas quanto ruins – traz algum conforto emocional, tão necessário para quem está enfrentando essa maratona de estudos e privações.

Esse aspecto pode ser minimizado utilizando-se de fóruns de discussão relacionados a concursos públicos na internet. Alguns são até divididos por tipo de concurso e ali o candidato pode obter informações e se sentir fazendo parte de um grupo de iguais.

Trecho retirado do meu livroComo Vencer a maratona dos Concursos Públicos  

University students studying, from above

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qui 14 abr/2016

Concursos: são comuns cartas marcadas, fraudes e vetos a tecnólogos?

009_Lia_Salgado_G1_12-04-2016Na coluna de vídeo desta semana, a especialista Lia Salgado tira dúvidas sobre as polêmicas dos concursos públicos e se as seleções aceitam diplomas de tecnólogos.

Como manter o ânimo para estudar quando milhões estão desempregados buscando uma vaga no serviço público e tanta gente diz que concurso é só para arrecadar e não para nomear?, questiona Marcelo Monteiro.

‘Cartas marcadas’
“Desde o meu primeiro concurso, quando eu tinha 18 anos, as pessoas diziam que seriam ‘cartas marcadas’. Por isso, eu nem estava estudando. Até que encontrei um colega da faculdade que disse que não era bem assim e que no concurso anterior tinha até sobrado vagas. Eu comecei a estudar com dois amigos. Fomos os três aprovados, nas primeiras colocações. Aquele foi o meu primeiro emprego”, conta Lia.

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ter 12 abr/2016

De novo?

Preciso comentar sobre minha difícil relação com a Contabilidade. Logo que iniciei o básico, sentou-se ao meu lado um rapaz que respondia a tudo o que o professor de Contabilidade perguntava. Fiquei impressionada e perguntei:

– Você sabe tudo?

Ao que ele respondeu:

– É a terceira vez que faço esse módulo, com professores diferentes.

E eu:

– Ah! – Enquanto pensava: “Nossa, que cara burro!”

Bom, fiz o primeiro módulo. Acompanhei até um ponto e depois “travei”. Não entendia mais nada e limitava-me a copiar a matéria. Quando o professor iniciava um assunto novo, às vezes eu conseguia acompanhar alguma coisa, mas depois “viajava” novamente. Fiquei apavorada e achei que o professor era péssimo (afinal, eu sou tão inteligente…).

Reclamei no curso e permitiram-me assistir novamente à matéria com outro professor. Aceitei. Refiz o módulo até o fim e isso serviu para eu conseguir finalmente entender quais as contas seriam ou creditadas e em quais situações. E só.

Depois disso, tentei estudar sozinha para superar as dúvidas e caminhei um pouco mais. Já conseguia entender alguma coisa, mas não concluía exercício algum.

Pedi nova orientação ao curso e decidimos que eu assistiria às aulas em fitas de vídeo (faz tempo isso..). Passei uma semana inteira acordando e dormindo com aquelas fitas; não fazia mais nada. E foi ótimo!

Podia dar um pause no professor toda vez que não entendia alguma coisa e, assim, revi toda a matéria (pela terceira vez). Já tendo sanado uma boa parte das dúvidas, aquilo permitiu-me um salto de qualidade. Passei a fazer metade das questões dos simulados e a entender a correção.

Ainda assim, aquele continuava sendo meu ponto fraco. Um tempo depois, peguei um material com um amigo – professor de Contabilidade para não contadores. Achei que podia ser a minha salvação. É verdade que ajudou bastante a compreender a lógica da coisa, mas ainda precisava de mais.

Também fiz um módulo de exercícios com um terceiro professor, por indicação de uma amiga. Outro passo.

Depois, surgiu a oportunidade de refazer a teoria com outro professor (o quarto).

Após tudo isso, no carnaval de 2002, peguei novamente todas as fitas do primeiro professor e fiz um resumo da matéria, desta vez acompanhando tudo. Sucesso total!

Mesmo assim, no auge do concurso do ISS-RJ, ainda estava insegura com a tal de Contabilidade. Na semana seguinte à primeira prova, comprei o livro indicado pela banca e praticamente o esgotei, procurando fazer todos os exercícios.

Bom, pelas minhas contas, foram seis módulos completos, mais tentativas solitárias… A meu favor, tenho a declarar que sou formada em Direito. Enfim, nem sempre as coisas foram muito fáceis…

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qui 07 abr/2016

Vale a pena continuar estudando para concursos públicos?

009_Lia_Salgado_G1_05-04-2016Falar de concurso público num momento de conturbação política e econômica pode parecer um contrassenso, mas temos de trabalhar para pagar nossas contas. E se a sua escolha é fazer isso prestando um serviço público, não há qualquer problema. Diversas atividades são necessárias para o atendimento às necessidades da sociedade, e alguém tem de exercer essa tarefa. O fato de a ocupação dos cargos públicos acontecer de forma democrática e imparcial, por meio de avaliações objetivas quanto ao mérito dos candidatos e sujeitas a normas de segurança garante alguma estabilidade ao país e às instituições.

Então, tratando dos concursos: tempos de crise, medidas de crise. Por exemplo, se o edital que você esperava não tem grandes chances de sair por agora, fique atento a outras oportunidades que, podem não ser exatamente o que você desejava, mas darão condições para que você aguarde tempos mais favoráveis.

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ter 05 abr/2016

Planejar é preciso!

Uma coisa que significou um salto de qualidade na minha preparação foi quando descobri que poderia fazer um planejamento de estudo.

Até então a coisa funcionava de modo aleatório: todo o tempo livre de que eu dispusesse seria dedicado ao estudo. Ocorre que, como mãe de quatro filhos, chefe de família e trabalhando, isso era uma ilusão – não sobrava tempo. Então, eu ficava o tempo todo angustiada, culpada por não estar estudando enquanto realizava as tarefas a meu cargo. O tempo dedicado ao estudo era pequeno e de péssima qualidade, porque meio “roubado” de outros afazeres ou, na melhor das hipóteses, do sono…

Então, procure fazer uma ficha contendo quatro semanas (na primeira vez, inclua até o fim do mês em curso, mesmo que seja um período menor).

Nessa ficha, reserve tempo para:

• estudo;

• aulas;

• atividade física;

• compromissos de rotina de acordo com seu estilo de vida e necessidades – mercado, pagamentos etc;

• lazer.

De preferência, deixe uma certa folga (sem exagero) de forma que você possa absorver imprevistos indelegáveis e inadiáveis, sem comprometer muito o planejamento inicial.

Há duas coisas importantes a considerar nesse momento: é proposta para médio prazo; assim, não pode ser tão onerosa que comprometa sua continuidade – em outras palavras, tem de ser algo que você suporte viver por um período de tempo relativamente longo; a outra questão é que deve incluir um dia totalmente livre na semana, para garantir o rendimento da semana seguinte.

Na verdade, você estará fazendo um acordo com você mesmo: cumprir as obrigações com a certeza de que também haverá o tempo do prazer. Não é necessário, nem conveniente que você deixe de namorar, jogar futebol ou o que mais fizer parte da sua vida. Caso contrário, essas atividades represadas terminarão sabotando seu tempo de estudo.

Eu gostava de fazer o planejamento a lápis para poder reajustá-lo sempre que necessário. Por exemplo, o início de uma aula nova ou cancelamento de outra que já estava agendada alteravam o plano de estudo.

É claro que na ficha estará o ideal a ser atingido. Muitos fatores, externos e internos, podem interferir naquela programação e isso não é motivo para desespero (algum mau humor por conta da interrupção é aceitável).

Outro fator que altera totalmente o planejamento é a publicação do edital, porque aí deixamos de trabalhar para um futuro distante e passamos a ter uma data relativamente próxima. Nesse caso, vale até sacrificar alguns prazeres e delegar absolutamente tudo, já que será por um período de tempo bem mais curto – algo em torno de dois meses – e precisaremos convergir todos os esforços para estarmos efetivamente prontos.

Um aspecto interessante de programação é que, no momento de planejar, você estará motivado para alcançar a meta e não existe a preguiça de “encarar” a matéria. No dia de estudar, já terá um compromisso assumido com você mesmo e será mais fácil vencer o desânimo.

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qui 31 mar/2016

Decisão

– Vou estudar para concurso público.

– “Tá” doida? Esse é um jogo de cartas marcadas, há muita “marmelada”! Além disso, você passa e nunca é chamada…

Frases assim “encorajadoras”, você ouvirá de monte. Mas, se já tomou sua decisão, siga em frente. Há milhares de pessoas empregadas e felizes, usufruindo um salário fixo e estabilidade por conta de opção semelhante. E, claro, há as que desistiram no meio do caminho ou que nem chegaram a dar o primeiro passo.

Quando você entra nessa maratona, é, provavelmente, o último de uma multidão de corredores. Parece uma tarefa impossível. Não se preocupe com eles. Cuide de você. Prepare-se física e psicologicamente para a empreitada. É uma maratona! Cuide da alimentação, do sono, da saúde e do físico. Mexa-se!

Após algum tempo, os primeiros da fila sairão, ou porque passaram, ou porque desistiram. Você ficará mais perto.

Após mais algum tempo, outros sairão da sua frente, pelos mesmo motivos. Se você continuou, já estará nas primeiras filas. Chegará o momento em que não haverá ninguém na sua frente. Você está preparado, domina as principais matérias, aprendeu a estudar, está em plena condição. Passará no concurso que quiser! Mas esteja atento! Se parar de estudar por um período, corredores que estavam atrás passarão a sua frente e você perderá importantes posições. Torna-se mais difícil retomar a empreitada.

Portanto, como ouvi quando comecei, “só há dois tipos de candidato: o que desiste e o que passa”.

Em quanto tempo? Depende. Depende do tempo de que você dispõe para estudar. De quantos concursos estão acontecendo no momento (há alguns períodos de “entressafra” e outros com muitas oportunidades). Do tipo de concurso que você deseja ou de que pode participar. Mas é projeto para médio prazo, talvez dois ou três anos. Pode ser menos? Claro, muito menos! Um ano, por exemplo. Que tal?

É verdade que iniciar e manter um projeto como esse dá trabalho. Mas, e se você não fizer nada, o que acontecerá? Imagine sua vida daqui a cinco anos, dez quinze… O que, provavelmente, acontecerá? As mesmas queixas, sensação de impotência, aprisionamento.

Agora, imagine sua vida daqui a três anos (numa hipótese conservadora), se você começar a estudar do “zero”, com muitas dificuldades, mas não desistir? Como estará?

Salário garantido, emprego estável. E uma vida totalmente nova.

A escolha é sua.

Decisão

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qui 24 mar/2016

Todo mundo pode passar em concursos públicos?

009_Lia_Salgado_G1_22-03-2016Qualquer pessoa pode ser aprovada num concurso público? Sim e não. Em princípio, os concursos são acessíveis a qualquer pessoa que possua os requisitos exigidos para o cargo e se disponha a estudar o conteúdo cobrado. Há oportunidades para todos os níveis de escolaridade – desde o fundamental incompleto – e para cargos de variadas complexidades. Não é exigida experiência anterior e não há discriminação por sexo, idade, classe social, religião ou qualquer outra.

Então, parece que qualquer pessoa é capaz de conquistar a sua vaga.

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ter 22 mar/2016
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